domingo, 31 de outubro de 2010

Fazendo cinema na escola

Eles tinham tudo para apenas fazer um trabalho combinado com alguns cartazes e uma simples exposição em sala de aula. Mas resolveram fazer diferente. Como o trabalho era sobre cinema e deveria ser apresentado em um seminário, os alunos do 8º ano da Escola Municipal Terezinha Paulino de Lima, no Parque dos Coqueiros, Zona Norte, produziram um curta-metragem contando a história da escola e da comunidade onde está inserida. A produção foi um sucesso e agora inspira toda a turma a dar continuidade ao Projeto Sétima Arte, que está motivando alunos e professores a desenvolveram projetos de interdisciplinaridade envolvendo o cinema. O projeto, que começou desde o início do segundo semestre e culminou com a Semana Cine Brasil, está favorecendo o acesso dos alunos do 8º ano à produção de três documentários com categorias e gêneros diferentes, contando com material e equipamentos da própria escola e dos professores. Mas antes dessas produções, explica a professorade português, Simone Linhares, os alunos estão conhecendo a linguagem cinematográfica como mais um elemento constitutivo de sua formação, incorporando a arte do cinema ao seu repertório cultural, criando uma postura crítica e reflexiva na vida e no trabalho.

"Além disso, desde cedo eles estão podendo ver a diversidade de gêneros, através de documentários, ficção, cinebiografia, comédia, drama e suspense, fazendo uso da interdisciplinaridade", diz a professora Carmélia Pereira de Lima. A ideia é que, através dos gêneros estudados os alunos possam discutir e aprender os diversos tipos de textos (narrativo, descritivo, dissertativo e opinativo), e formas de linguagem além dos modos verbais, oralidade, linguagem cinematográfica e produção de texto.

O projeto está oportunizando tanto a pesquisa em sala de aula como também o manuseio, pelos estudantes, de materiais e equipamentos tecnológicos como máquinas fotográficas digitais, filmadora, computador, gravador. Também facilita o acesso a mídias como a internet, filmes, documentários, livros, jornais e revistas.

Diário de Natal

Índigenas terão ensino adaptado

A partir de 2012, as escolas em aldeias das etnias apinajé, canela, carajá, javaé, krahô, tapirapé, tapuia, xambioá e xerente dos Vales do Araguaia e Tocantins (em Goiás, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins) darão um salto de qualidade. Elas começarão a receber os primeiros professores índios graduados em Licenciatura Intercultural Indígena pela Universidade Federal de Goiás (UFG). A proposta de ensino da UFG foi construída de forma coletiva, partindo da experiência com cursos de formação de professores indígenas e com revitalização de línguas e culturas indígenas, explicaram os professores Maria do Socorro Pimentel da Silva e Leandro Mendes Rocha, idealizadores do curso. Ambos são doutores em educação indígena e têm experiência de atuação em aldeias. Maria do Socorro foi professora do ensino fundamental na Ilha do Bananal (TO) e Leandro Rocha formou professores entre os macuxi de Roraima.

Atualmente, de acordo com o governo federal, a educação indígena vive o desafio de formar pelo menos 4 mil professores até 2012. Assim como a UFG, também têm cursos exclusivos para índios universidades federais e estaduais do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Minas, Roraima, São Paulo e Tocantins - esta última em convênio com a universidade goiana.

As escolas nas aldeias têm estatuto diferente das demais. Devem ser municipais, bilíngues e com calendário diferenciado. De preferência, os professores têm de ser indígenas e da própria aldeia. Com o crescimento populacional e o aumento do interesse dos índios por frequentar as salas de aula até a fase adulta, tornou-se necessário formar também os professores para o ensino médio.

Em Goiás, segundo Maria do Socorro e Rocha, apenas uma professora que atua em aldeia cursou o ensino superior, sendo que os demais têm ensino médio ou fundamental. Boa parte não tem formação para desenvolver um ensino de acordo com a especificidade de seus povos.
Na maioria das escolas indígenas brasileiras, contrariando orientação do Ministério da Educação, o ensino da 5.ª a 8.ª séries está sob responsabilidade de professores não índios. Muitos deles, se não todos, não têm formação para exercer o magistério de acordo com a realidade sociolinguística e cultural desses povos. Normalmente, nessas séries, a atuação dos indígenas tem se dado somente como professores de línguas maternas.

Daí o corre-corre para a formação de professores com curso superior. Quando a primeira turma de alunos da UFG se graduar, em 2012, cada um dos cerca de 40 formandos poderá optar por se especializar em Ciência da Cultura, Ciência da Linguagem e Ciência da Natureza. Encerrada essa fase, eles deverão ir para as suas aldeias, para liderar um novo ciclo no ensino fundamental e médio das escolas indígenas.

Durante os cinco anos de curso universitário, eles terão adquirido conhecimentos teórico e metodológico necessários para o desenvolvimento de pesquisas nas aldeias, levando-se em conta que devem ser tratados no mesmo nível as questões culturais relativas aos índios e não índios, lembrou Rocha.

Nas duas últimas décadas, a população indígena tem passado por uma explosão demográfica, o que aumentou muito a demanda por professores, disse Rocha. Isso, segundo ele, deveu-se principalmente à mudança na política oficial de proteção aos índios, a começar pela Constituição de 1988. Os governos seguintes garantiram terras e paz aos índios e eles puderam voltar a ter filhos sem maiores problemas. Hoje as aldeias contam com uma grande população infantil e adolescente.

No curso universitário, os alunos são submetidos a debates teóricos e políticos, que buscam contribuir com a construção de propostas educacionais que respeitem e incluam projetos tocados pelas comunidades indígenas. Eles são incentivados a produzir materiais didáticos que contemplem os conhecimentos elaborados pelos indígenas e a diversidade linguística em que eles estão envolvidos.

Atualmente, por exemplo, os professores da UFG e os alunos indígenas estão envolvidos na elaboração de dicionários bilíngues da língua das diversas etnias e do português. Eles também aprendem a buscar condições para o desenvolvimento de projetos de sustentabilidade econômica e de políticas de revitalização e manutenção das línguas e culturas indígenas.

Carga horária. O curso de Licenciatura Intercultural Indígena da UFG tem 3,6 mil horas. Destas, 2,1 mil são de estudos presenciais, 500 de ensino a distância em terras indígenas, 200 de pesquisas e seminários, 400 de estágio supervisionado e 400 para a prática do ensino.

Durante o período em que ficam em Goiânia para as aulas presenciais, os alunos residem em alojamentos bancados pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Esse período acontece durante o recesso do calendário das escolas indígenas, normalmente entre os meses de janeiro, fevereiro, julho e agosto. Eles passam também por cursos especiais de língua portuguesa, de línguas maternas e de informática.

Até o fim do ano, deve ficar pronto o prédio especialmente construído para o ensino dos indígenas. Terá a forma de uma oca e ficará perto de uma pequena mata frequentada por animais silvestres, como macacos-prego (Cebus libidinosus), no câmpus da UFG, na saída para Nova Veneza.

Estadão

Criança é avaliada por até 5 horas para ter vaga em escolas disputadas de SP e Rio

Crianças a partir dos cinco anos precisam passar por avaliações que duram de duas a cinco horas para conseguir vaga no ensino fundamental dos colégios mais disputados de São Paulo e Rio. A informação é da reportagem de Patrícia Gomes e Letícia de Castro publicada na edição deste domingo da Folha. De acordo com o texto, a criança passa por um dia de vivência, em que assiste à aula, interage com outras crianças, participa de atividades, conversa com professores, pedagogos e psicólogos --e é observado. "Precisamos ver se o aluno tem interesse em estudar na escola, se o perfil dele tem a ver com o nosso", diz Adilson Garcia, diretor do Vértice, de São Paulo, que diz usar o método há pelo menos 15 anos.

Aliado a critérios como ordem de chegada, vínculo da família com a escola, entrevista com pais e testes de sondagem, o dia de avaliação das crianças também faz parte dos processos de aceitação e acolhida de novos alunos. Dia de vivência e dinâmica de grupo são usados em colégios como São Luís, Lourenço Castanho e Vértice, de São Paulo, e Andrews, do Rio.

Quando o resultado é positivo, tudo bem. Mas e quando é negativo? "Dizemos que, no momento, o aluno ainda não tem o perfil adequado para estudar conosco", diz. Às famílias que se interessam a escola apresenta um boletim de desempenho da criança, incluindo as não aceitas, apontando aspectos que podem ser trabalhados.

Folha

sábado, 30 de outubro de 2010

Escola ultrapassa meta do MEC após uso de computadores

A escola municipal Ernani Silva Bruno, em Taipas, zona norte de São Paulo, é um exemplo de sucesso no uso de laptops em sala de aula. Em 2007, o 9º ano da escola teve 3,4 de nota no Ideb (avaliação do MEC que leva em conta as aprovações e o desempenho em português e matemática). Em 2009, após dois anos de participação no projeto Um Computador por Aluno, a média da escola subiu para 4,5 - superando a meta de 4,2 projetada pelo próprio ministério.

Por causa dos bons resultados alcançados, a Escola Politécnica da USP produziu 18 vídeos com depoimentos de alunos e professores sobre o uso dos pequenos computadores em sala.

"É um novo jeito de você se relacionar, de você preparar uma aula. Muda totalmente aquele esquema tradicional, aula expositiva", relata a professora Maria Aparecida Corrêa num dos vídeos. Finalizados em agosto, todos eles estão disponíveis na internet, e podem auxiliar outros educadores.

Folha

Biblioteca Nacional abre exposição para comemorar 200 anos

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré, abrem hoje (29) à tarde, no Rio, exposição comemorativa do bicentenário da instituição, com 200 das mais importantes obras do acervo.
Em entrevista coletiva às 16h, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério da Ciência e Tecnologia anunciam novos investimentos em projetos da instituição.

A Biblioteca Nacional do Brasil é uma das dez maiores do mundo. O acervo, com cerca de 9 milhões de obras, tem origem na coleção de dom João VI. A instituição é referência em projetos de restauração e digitalização na América Latina.

Em comemoração à data e ao Dia Nacional do Livro, a Ação da Cidadania lança hoje (29) a 18ª edição da Campanha Natal sem Fome dos Sonhos. Será iniciada em diversos estados a coleta de brinquedos e livros infanto-juvenis para distribuição em comunidades pobres no fim do ano.

No Rio, o lançamento será às 10h, na Praça Floriano, na Cinelândia, em frente às escadarias da Câmara Municipal, onde será montado um palco para apresentações de musicais, narração de histórias e um sarau de poesia, com atores, poetas e crianças da comunidade da Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana.

Os direitos estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são o tema desta edição.

UOL

Gabarito do Enem será divulgado dois dias após provas

O gabarito oficial do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) só será divulgado em 9 de novembro, dois dias após a aplicação da última prova do exame, que ocorre em 6 e 7 de novembro. A medida, segundo a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), já era prevista no edital do exame, divulgado no início deste ano. No ano passado, o gabarito oficial do Enem foi divulgado na noite da aplicação da última prova. O material trazia respostas diferentes para ao menos seis questões das provas de matemática e de linguagens. Ainda em 2009, as provas do Enem, inicialmente marcadas para os dias 3 e 4 de outubro, tiveram de ser remarcadas após o vazamento dos cadernos de questões na gráfica, em São Paulo.
Além da mudança na data de divulgação do gabarito, o Enem deste ano prevê outras alterações com relação ao ano passado, com restrições mais rígidas durante a realização das provas. Os estudantes poderão usar apenas caneta esferográfica preta. Lápis e relógio estão proibidos de entrar nas salas de exame por questões de segurança, segundo Inep.

Outros itens que devem ficar fora das salas, segundo o instituto, são borracha, apontador, lapiseira, grafite, livros, manuais, impressos, anotações, máquinas calculadoras e agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, pagers, bip, walkman, gravador, mp3 ou similar, ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.

O Enem 2010 ocorre em 6 e 7 de novembro. Segundo o Inep, 4,6 milhões de candidatos estão inscritos no exame. Em 2009, 4,1 milhões de pessoas se inscreveram, mas cerca de 2,6 milhões fizeram a prova.

As provas ocorrerão das 13h às 17h30 de 6 de novembro, com questões de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias. No dia 7 de novembro, a prova será realizada das 13h às 18h30, com perguntas sobre linguagens, códigos e suas tecnologias, além de redação, e matemática e suas tecnologias.

Segundo o Inep, os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, de acordo com o horário de Brasília. Não será permitida a entrada do inscrito que se apresentar após o horário estipulado.

Os resultados do exame serão divulgados até 15 de janeiro de 2011, de acordo com o instituto.

G1

Escola nos EUA serve larva na merenda

Em um dia por ano, parte da merenda da escola elementar Robeson, no Estado de Illinois, no norte dos Estados Unidos, são larvas grelhadas ou grilos com tempero de bacon e queijo. São os alunos da segunda série, da turma do professor Michael Cahill, que têm o discutível privilégio de degustar a refeição especial.

O professor recomenda as larvinhas para os mais sensíveis, enquanto os ousados devem experimentar os grilos.

A ideia é mostrar aos alunos que insetos são comestíveis e parte da dieta diária em outras partes do mundo.

Cahill parece ser um dos mais entusiasmados entre os que provam os insetos e diz que os grilos, “com suas pernas, são mais carnudos e deliciosos".


BBC Brasil

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Aula tradicional é "viagem para ego do professor", diz pesquisador

O nova-iorquino Fredric Michael Litto trabalha com ensino a distância desde 1957. Doutor em comunicações pela Universidade de Indiana, Litto trocou os EUA pelo Brasil após conhecer uma brasileira com quem posteriormente se casou. Um dos maiores especialistas do assunto no Brasil, foi professor titular da ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo) de 1971 a 2003 e dirige desde 1995 a Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).

É autor do recém-lançado "Aprendizagem a distância" (Imprensa Oficial, 2010) e coautor de "Educação a Distância - O Estado da Arte" (Prentice Hall, 2008), uma coletânea de estudos que recebeu o Prêmio Jabuti na categoria educação em 2009.

Em entrevista à Folha, Litto traça um perfil do aluno ideal para o ensino a distância e sugere como professores podem driblar as artimanhas da "geração Google". Litto também critica o método tradicional de ensino presencial e discute o novo papel do professor no século 21. Leia a seguir trechos da entrevista.

Folha - Quais a principais diferenças entre um curso tradicional e um a distância?

Fredric Michael Litto - No ensino presencial tradicional, quem domina a comunicação é o professor. Ele é o dono da verdade. Trata-se de uma grande viagem para seu ego. O aluno acaba relegado a um papel passivo em sala de aula. Quando o curso é reformatado para a educação a distância, os papéis do professor e do aluno mudam. O professor não é mais o entregador do conhecimento, é seu arquiteto. Decide qual material é incluído e em que profundidade. O aluno é responsável por estudar a matéria antes das "aulas", que se transformam em momentos de discussão do material lido entre os alunos. É nesse momento que ocorre a aprendizagem.

Se o conteúdo das aulas está na internet e as "aulas" são discussões entre alunos, o que resta para o professor fazer?

O professor precisa em primeiro lugar organizar o material do curso. Essa organização começa meses antes do seu início e força o professor a criar uma estrutura de conteúdo clara e transparente. Outra função importante é auxiliar o aluno a filtrar informações. A multiplicação de fontes de informação na internet, algumas menos confiáveis ou mais enviesadas que outras, requer o trabalho de um guia experiente. E o novo professor deve acompanhar as conversas dos alunos durante as sessões de discussão e interferir quando eles chegarem a um impasse. Deve ajudá-los a interpretar os textos, a ler entre as linhas, algo que nenhuma tecnologia atual pode fazer.

Folha

Em escola pública, professor cria sistema 3D de baixo custo

Técnico em processamento de dados, o professor de matemática Guilherme Hartung, do colégio estadual Embaixador José Bonifácio, em Petrópolis (RJ), não esperou a tecnologia 3D se popularizar para usá-la em suas aulas. Desenvolveu um sistema de baixo custo por conta própria e com isso ensina várias disciplinas aos alunos. "Comecei ensinando física, biologia e matemática. Agora os alunos é que já estão aprendendo a fazer fotos e vídeos sobre vários conteúdos com a tecnologia", diz Hartung.

A ideia começou em 2009, quando ele desenvolveu um projeto de realidade aumentada. Com essa tecnologia, objetos virtuais são projetados na tela do computador. A imagem se forma quando marcadores (cartões com uma espécie de código) são posicionados em frente à webcam, que a identifica por um software instalado na máquina. O desafio era desenvolver um mecanismo de baixo custo para fazer a imagem "sair" da tela do computador e se projetar em 3D no mundo real.

Sem recursos, Hartung utilizou os dois projetores existentes na escola e pesquisou materiais similares para conseguir a projeção das imagens. Com cerca de R$ 300 ele comprou o tecido para a fabricação da tela especial, os dois filtros de polarização de luz e 30 óculos de papelão, similares aos usados no cinema. "Um equipamento de baixo custo feito por uma empresa custaria cerca de R$ 250 mil", afirma.

Tudo o que produz com os alunos na escola o professor compartilha em vídeos e fotos em seu blog, onde há também dicas sobre como montar um sistema 3D de baixo custo e encontrar marcadores para impressão. "O que faço é disponibilizar o trabalho para quem quiser usar. Não precisa ter um conhecimento grande para isso", diz.

Folha

Para manter atenção do aluno, educador busca deixá-los "invocados"

O engenheiro Sérgio Américo Boggio passa os finais de semana em um laboratório de ciências que montou em seu sítio, no interior de São Paulo. Lá, desenvolve kits de física e química e técnicas de ensino destinadas a capturar o mais volátil dos elementos: a atenção do aluno. Ex-professor de física da Universidade São Judas e diretor de tecnologia do colégio Bandeirantes desde 1982, Boggio começou a notar uma mudança no perfil dos ingressantes a partir dos anos 90.

Segundo ele, esse novo aluno é multitarefa, muito visual e pouco tolerante a frustrações. Para reter sua atenção, Boggio acredita que é preciso desafiar constantemente seu senso comum com exemplos do dia a dia.

"Por exemplo, pergunto aos alunos: 'Qual é o melhor tipo de para-choque: aqueles antigos, fortes ou essas porcarias moles de hoje que se bater quebram e caem?'. Eles costumam escolher a primeira opção", afirma.

"Aí explico que é preciso entortar o para-choque, que absorve o impacto, e não o motorista. Por isso, o para-choque mole é melhor. Os alunos ficam invocados e acabam prestando mais atenção."

Exige-se hoje nas escolas o domínio de um currículo extenso. Como então manter a atenção do aluno com tanto conteúdo sendo apresentado. "No paradigma atual, joga-se tudo para o aluno para ver se ele aproveita alguma coisa. Mas acho que seria melhor dar bem dado pouco conteúdo que dar mal dado muito conteúdo", opina Boggio.

"O resto do material pode ser colocado no site do curso. Na sala, tiram-se as grandes dúvidas. Com isso, dá-se mais tempo para que até o aluno mais lento consiga aprender e acompanhar o curso, sem cansá-lo tanto."

Boggio também defende o poder motivador de blogs para redações, as singularidades do aluno atual e o contato com montagens, que exigem perseverança, para a formação de um bom profissional.

Folha

lousa eletrônica traz a web para a sala de aula

O estudante costuma passar um turno vidrado na tela do computador. Ali, pesquisa um assunto na internet, baixa um vídeo, compartilha fotos com os amigos. Durante horas, ele recebe simultaneamente mais estímulos do que o seu cérebro pode calcular. No turno inverso, o estudante deseja que a sua realidade diária se torne ficção: como se concentrar no que lhe é ensinado quando tudo que lhe expõem é uma palestra em frente a um quadro-negro? Tortura para os jovens e desafio para os docentes, prender a atenção na sala de aula não tem sido fácil desde o boom da internet. Porém, uma ferramenta chegou para deixar o ensino mais surpreendente e estimulante: a lousa digital. De diversas marcas e modelos, ela pode ser utilizada de inúmeras formas, como na apresentação de vídeos e para acessar a web. Pode-se ainda escrever na tela com um lápis eletrônico, cujos movimentos podem ser gravados e assistidos novamente.

A tecnologia também permite socializar conteúdos entre professores e alunos, o que viabiliza um trabalho mais cooperativo. Se antes a internet era vista como vilã, muitas vezes culpada por facilitar a cópia dos trabalhos escolares, agora os alunos têm a chance de trazê-la para a sala de aula sem culpa. Eles podem levar exemplos para os temas tratados na disciplina e apresentá-los para os colegas publicamente. Assim, a abstração por falta de recurso dá vez a uma classe interativa e multimídia. ¿Você pode trazer para uma aula sobre regiões do Brasil imagens de diversos lugares do País em segundos¿, exemplifica o secretário de Educação de Taboão da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo, José Marcos dos Santos. ¿O aluno não apenas imagina, agora ele pode realmente ver o conteúdo.¿

Desde maio, a vida acadêmica de Taboão da Serra, que tem 240 mil habitantes, foi sacudida pela chegada das lousas. Até setembro, toda a rede pública de ensino recebeu 24 delas, uma para cada escola. De acordo com o secretário, pais e alunos estão vendo a ferramenta com muito entusiasmo. Ainda é cedo para medir resultados, porém as expectativas para o recurso já estão traçadas. ¿É uma ferramenta de trabalho inovadora e motivante, se for usada da maneira correta¿, afirma Santos, que também estima que 20 mil alunos de Ensino Fundamental da cidade possam utilizar a mídia. O dinamismo da lousa ainda poupa tempo, já que a aula pode ser gravadas e os estudantes também têm a possibilidade de revê-la para revisar os conteúdos. Se por acaso um colega não pôde comparecer à escola naquele dia, este também pode assistir ao material de casa.

Durante a vinda da tecnologia, os colégios públicos de Taboão da Serra tiveram que fazer alguns ajustes para receber a ferramenta. Um exemplo foi a criação de rampas (já que ela foi colocada em uma estrutura móvel para atender a todas as salas) e outro foi o reforço de algumas paredes para pendurar a tela sem se correr a chance de a ferramenta cair no chão.

Entretanto, adaptações mais complexas têm sido realizadas no ambiente escolar. As infinitas possibilidades da lousa mexem na dinâmica com que professores estão familiarizados desde que iniciaram a carreira. ¿A adaptação é um processo, mas a primeira etapa a vencer é o medo¿, admite. De acordo com o secretário, alguns profissionais acreditam que correm o risco de perder o emprego para a lousa. ¿O objetivo é potencializar o ensino e não, substituir professores¿. Mesmo com a eficácia da tecnologia, sempre haverá lugar para um bom mestre.


Terra

Prefeitura freia expansão da pré-escola

Apesar do deficit de 41 mil vagas, a Prefeitura de SP reservou (empenhou) apenas 36% dos recursos previstos para construir pré-escolas, informa reportagem de Fábio Takahashi, publicada nesta sexta-feira pela Folha. A retenção de gastos ocorre justamente quando a prefeitura, seguindo recomendação federal, decidiu aumentar o atendimento a crianças de quatro e cinco anos -faixa atendida pela pré-escola. Lei de 2009 exige que essa etapa seja obrigatória em 2016.

Dos R$ 22,8 milhões previstos no Orçamento para este ano para construção de pré-escolas, a prefeitura empenhou R$ 8 milhões. No jargão administrativo, empenhar significa reservar verba para uma ação. Considerado o quanto já foi gasto (liquidado), a taxa cai para 9,8%.
OUTRO LADO

A Secretaria Municipal da Educação afirmou que teve de rever seu planejamento após a homologação, em julho, de norma federal que recomendou a inclusão de crianças de três anos em creches.

Até então, em São Paulo, essa faixa etária iria para a pré-escola. "Não se trata de uma escolha da secretaria. E é também mais um dos muitos elementos que compõem o planejamento desta pasta", diz a secretaria, em nota.

A prefeitura afirma ainda que a "educação infantil [creches e pré-escolas] é prioridade para esta gestão".

Folha

Conselho de Educação quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas

Monteiro Lobato (1882-1948), um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação). Um parecer do colegiado publicado no "Diário Oficial da União" sugere que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista. Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O texto será analisado pelo ministro e pela Secretaria de Educação Básica. O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola).

Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".

Publicado em 1933, "Caçadas de Pedrinho" relata uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na procura de uma onça-pintada. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.

"Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", diz a conselheira que redigiu o documento, Nilma Lino Gomes, professora da UFMG.

Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de "negra". Outra diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".

Em relação aos animais, um exemplo mencionado é: "Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens".

Por isso, Nilma sugere ao governo duas opções: 1) não selecionar para o PNBE obras que descumpram o preceito de "ausência de preconceitos e estereótipos"; 2) caso a obra seja adotada, tenha nota "sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".

À Folha Nilma disse que a obra pode afetar a educação das crianças. "Se temos outras que podemos indicar, por que não indicá-las?"

Seu parecer, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE, foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência, que a recebeu de Antonio Gomes da Costa Neto, mestrando da UnB.


Folha

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

''Desenvolver educação científica é o desafio do tempo presente'', diz vice-diretora do CNPq

“Desenvolver educação científica é o desafio do tempo presente, já que o conhecimento é um dos maiores valores de uma sociedade”. A afirmação é da vice-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Wrana Panizzi, em entrevista concedida ao Portal Aprendiz.
Como meio de incentivar a pesquisa entre alunos do ensino médio, o CNPq, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destinou R$ 10 milhões à realização de eventos científicos. A ideia é apoiar feiras e mostras de âmbito nacional ou internacional relacionados à ciência e tecnologia.

“Qualquer projeto de desenvolvimento sustentável para o país passa necessariamente pela qualificação dos recursos humanos e esta certamente começa na preparação nos cursos de formação”, explica a vice-presidente.

Portal Aprendiz – Qual é a importância da criação de mecanismos para maior incentivo à pesquisa no país?

Wrana Panizzi – Desenvolver educação científica é o desafio do tempo presente, já que o conhecimento é um dos maiores valores de uma sociedade. Acreditamos que o domínio do código científico e tecnológico proporciona condição básica para uma efetiva inserção das pessoas no mundo do trabalho, e no mundo social e cidadão.

Aprendiz – Foram destinados R$ 10 milhões para eventos científicos com o objetivo de melhorar os índices educacionais brasileiros. Como foi tomada essa decisão?

Wrana – O CNPq e a Capes trabalham pelo mesmo objetivo. Qualquer projeto de desenvolvimento sustentável para o país passa necessariamente pela qualificação dos recursos humanos e esta certamente começa na preparação nos cursos de formação. Nesse sentido, entendemos que deveríamos não só apoiar o estudante da graduação. Educação científica é primordial para educação qualificada. Temos que aumentar a inserção não só na apropriação do conhecimento, mas também na sua própria produção.

Aprendiz – O que está sendo feito e poderia ser destacado com relação ao incentivo à pesquisa no ensino médio?

Wrana – O programa Bolsa de Iniciação Científica Júnior, voltado para os estudantes do ensino médio, pode ser destacado. Com isso, busca-se promover maior proximidade entre a escola de ensino médio e a graduação. Todos os anos, as diferentes instituições apresentam os resultados das pesquisas, porque fazemos um acompanhamento dos programas. Você não tem mais ciência pura e aplicada, mas uma ciência que se coloca a serviço da sociedade. É quando nos perguntamos por que produzir conhecimento? Para que sociedade? Certamente, isso fez com que incentivássemos as feiras e salões de ciências.

Aprendiz – Qual é o caminho para aprimorar a política de desenvolvimento científico e tecnológico?

Wrana – Nossa educação carece de melhorar aspectos ligados à qualidade. Precisamos mudar o nosso modelo pedagógico, acadêmico e institucional de formação dos estudantes. Hoje, temos a obrigação de fazer com que o aluno tenha clareza e acompanhe o que acontece na fronteira do conhecimento, portanto a excelência é um dado importante. Mas também que um número cada vez maior de estudantes possa participar, então falamos da inclusão. Excelência e inclusão como dois paradigmas importantes de uma política de desenvolvimento científico e tecnológico, o que devemos perseguir.

Aprendiz – Qual é sua avaliação sobre as feiras científicas que têm acontecido no país para que jovens apresentem projetos de pesquisa?

Wrana – O trabalho das feiras é capaz de propiciar uma visão diferenciada. Vi o brilho no olhar de estudantes que se apresentaram na Mostratec [Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia, que ocorreu na última semana, em Novo Hamburgo (RS)]. Eles ajudam também a estimular o professor.

Aprendiz – Beneficia tanto o professor como o aluno?

Wrana – Vejo nessas duas perspectivas. Muda a vida dos dois. O aluno fica mais curioso, mais participativo e exige mais do professor. Este fica mais motivado. Isso tem ajudado a propiciar a formação no que diz respeito às universidades, a uma consolidação da atividade de pesquisa, não só como algo da pós-graduação, mas que deva perpassar toda a formação educacional.

Aprendiz – Quais são outros pontos positivos das feiras e mostras?

Wrana – Propicia maior interação entre ensino, pesquisa e extensão. No mundo acadêmico, dizemos que estas questões são indissociáveis, mas ainda trabalhamos com elas de forma muito separada. Também há um aperfeiçoamento do modelo pedagógico e acadêmico, no sentido de atualizá-lo às exigências sociais do mundo hoje. Faz com que aumente o diálogo entre a instituição educacional e o seu meio, seja com os setores produtivos, com as organizações sociais e assim por diante. Os resultados maiores vão vir nos próximos anos.


UOL

Professores não devem ser amigos dos alunos no Facebook, dizem escolas dos EUA

O conselho escolar da cidade de Norton, em Massachusetts (EUA), decidiu que, pelo menos virtualmente, professores e alunos não devem ser amigos. Segundo a imprensa local, os professores foram severamente instruídos a evitar fazer amizades com alunos no Facebook e em outras redes sociais, e também a não postar fotos que possam, de alguma forma, comprometer a relação com os estudantes.

O conselho, entretanto, afirma que isso não significa que haverá monitoramento das atividades dos professores nas redes.

A decisão ocorreu depois de escândalos envolvendo "relações inapropriadas" entre professores e alunos.

Três deles ocorreram em escolas públicas de Nova York, segundo o "New York Post".

Um dos casos, de acordo com o jornal, culminou em relação sexual. Os professores envolvidos nos escândalos foram demitidos.

Folha

Dia do Servidor Público

No dia 28 de outubro comemora-se o dia do funcionário público. A data foi instituída no governo do presidente Getúlio Vargas, através da criação do Conselho Federal do Serviço Público Civil, em 1937.
Em 1938 foi fundado o Departamento Administrativo do Serviço Público do Brasil, onde esse tipo de serviço passou a ser mais utilizado.
As leis que regem os direitos e deveres dos funcionários que prestam serviços públicos estão no decreto nº 1.713, de 28 de outubro de 1939, motivo pelo qual é o dia da comemoração desse profissional. Em 11 de dezembro de 1990, foi publicado o novo Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, a Lei nº8112, alterando várias disposições da antiga lei, porém os direitos e deveres desses servidores estão definidos e estabelecidos na Constituição Federal do Brasil, além dos estatutos das entidades em que trabalham.

Os serviços públicos estão divididos em classes hierárquicas, de acordo com os órgãos dos governos, que podem ser municipais, estaduais ou federais. Os serviços prestados podem ser de várias áreas de atuação, como da justiça, saúde, segurança, etc.

Para ser servidor público é preciso participar de concursos e ser aprovado no mesmo, garantindo assim a vaga enquanto profissional. O bom desse tipo de trabalho é que o servidor tem estabilidade, não pode ser dispensado de suas funções. Somente em casos extremos, em que se comprove a falta de idoneidade de um funcionário público, é que o mesmo é afastado de seu cargo.

Os salários dos funcionários públicos são pagos pelos cofres públicos, dependendo da localidade. Se for municipal, são pagos pelas prefeituras; se estadual, pelos governos estaduais; e se federal, pagos pelos cofres da União.

Os servidores públicos devem ser prestativos e educados, pois trabalham para atender a população civil de uma localidade. É comum vermos pessoas reclamarem dos serviços públicos, da falta de recursos dos mesmos, falta de profissionais para prestar os devidos atendimentos ou até mesmo por estes serem mal educados e ríspidos com a população. É bom enfatizar que esses profissionais lidam com o que é público, ou seja, aquilo que é de todas as pessoas. Portanto, ganham para prestar serviços a toda comunidade.


Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Relator diz que Orçamento 2011 deve destinar R$ 4 bilhões para kits escolares

O Orçamento da União para 2011 deve destinar R$ 4 bilhões para a compra e distribuição gratuita de kits escolares para 40 milhões de estudantes da rede pública de todo o país. Esses kits terão, entre outros itens, uniforme completo, inclusive tênis e meias, cadernos e mochila, disse hoje (27) à Agência Brasil, o relator-geral do Projeto de Lei do Orçamento e vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF). “É praticamente um consenso [entre deputados e senadores] de se aprovar a destinação desses recursos para a compra de kits escolares. O próprio governo gostou da ideia”, disse o parlamentar.

Segundo ele, os recursos sairão da expectativa da receita prevista para o ano que vem a partir da arrecadação de tributos. O relator de Receita da Comissão Mista de Orçamento, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), entregará seu relatório na segunda-feira (1º). A partir daí, Argello marcou para o dia 3 uma reunião do colegiado para a votação do parecer de Bruno Araújo.

O relator ressaltou que já conversou com os deputados e senadores membros da comissão que se comprometeram a estar em Brasília para votar o relatório de Receita do projeto de lei de Orçamento 2011.

UOL

Direção de escola pede a alunos que tirem a roupa para inspeção

A Secretaria da Educação do Espírito Santo (Sedu) afastou hoje uma professora, um coordenador e a diretora de uma escola estadual da cidade de Serra por exigir que alunos tirassem a roupa para passar por inspeção. Os alunos foram revistados após a professora reclamar sobre o desaparecimento do cartão de passagem de ônibus. Os estudantes eram levados ao banheiro um a um onde foram obrigados a "baixar a cueca e levantar a blusa" conforme contam vítimas não identificadas. Em nota, a SEDU disse que lamenta o fato e pede desculpas aos alunos e às famílias prejudicadas. "Esta foi uma situação que agrediu fortemente a dignidade humana".

Segundo a pasta, um pedido de desculpas será feito à turma de alunos, além disso será oferecido acompanhamento por parte de uma assistente social.

(com informações da Agência Estado)

Conselho responsabiliza diretora por bullying e racismo

A diretora da Escola Estadual Delmira Ramos dos Santos, de Campo Grande (MS), foi responsabilizada por “bullying associado à discriminação racial” cometido contra dois alunos de 13 e 15 anos, em parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE). A decisão, que aguarda homologação do ministro da Educação, Fernando Haddad, foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira. De acordo com o parecer da conselheira e relatora Nilma Lino Gomes, Antonesia Maria dos Santos da Costa, mãe das vítimas, registrou um Boletim de Ocorrência no qual afirmava seus filhos sofreram injúria e agressões feitas pelos alunos da escola. Segundo Antonesia, os jovens eram alvos de agressões de cunho racista, como “o seu cabelo é feito pra fazer Bombril”, “sua pele é para fazer carvão e a carne para fazer comida de porco”, “pretos fedidos” e “urubu”.

Ainda de acordo com a versão da mãe, a direção da escola “fez pouco caso da situação”. Após a divulgação do caso na imprensa local, Antonesia e a diretora “tiveram uma reunião tensa na qual as duas se exaltaram”. O caso foi encaminhado ao CNE pela Presidência da República/Ouvidoria da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

O CNE avalia que existiu “bullying associado à prática de discriminação racial” no caso e exige que a direção da escola preste esclarecimentos ao Colegiado Escolar, ao Conselho Tutelar, ao Conselho Estadual de Educação, ao Conselho Estadual dos Direitos do Negro e à Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso Sul. As explicações devem ser dadas também à Antonesia, autora da denúncia, feita em julho deste ano.

O parecer indica ainda que a Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul e o
Conselho Tutelar verifiquem a situação escolar da adolescente de 15 anos, filha de Antonesia, que abandonou os estudos após as agressões. O documento também orienta a Secretaria e todas as escolas do Estado a realizarem práticas pedagógicas, envolvendo os profissionais da educação, estudantes e comunidade escolar na implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

O Conselho determina ainda que a Secretaria de Educação apoie a Escola Estadual Delmira Ramos dos Santos no desenvolvimento de “um processo de formação em serviço e continuada dos professores, que focalize a discussão sobre diversidade e respeito às diferenças, o combate ao racismo e o fenômeno do bullying nas escolas”.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso do Sul ainda não se manifestou sobre o caso.

IG

Nada de moda, educadores defendem o tradicional uniforme

Looks da moda, estilinho do momento e marcas famosas. As roupas preferidas acabam na gaveta quando o destino for a sala de aula. Os uniformes invadem cada vez mais o universo escolar e os educadores são claros: Deus no céu e uniforme na terra. Entenda a importância das roupas que você tanto reclama. Amanda Bruna da Costa, de Manaus, Amazônia, tem seu ódio declarado no Orkut. Ao clicar no "participar" da comunidade "Eu Odeio Uniforme Escolar", a estudante do colégio Dom Bosco quis dividir suas reclamações com outros internautas. Mas enganam-se aqueles que pensam que aluna de 16 anos desgosta do uniforme por questões de consumo ou de aparência: "Uniforme dá muito trabalho. Por exemplo, os tecidos de alguns são ruins, muitas vezes rasgam fácil, mancham. Além de serem desconfortáveis, como a blusa que eu uso que tem uma gola que aperta no pescoço", disse.

Para Ascânio Sedrez, diretor educacional do colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo, os alunos de ensino médio não gostam do uniforme publicamente, mas individualmente eles admitem sua eficácia e importância. De fato, a orkuteira Amanda Bruna reconhece que as roupas padronizadas são essenciais para evitar "desfiles de moda" e para não deixar "meninas que gostam de se mostrar usarem saias muito curtas", como ela mesma definiu. Sedrez também afirma que, apesar das constantes reclamações que a direção do colégio Marista recebe, muitos alunos, principalmente os meninos, elogiam a praticidade do uniforme. É só objetividade masculina? Não. Parece que muitas meninas gostam de acordar e já saber o que vestir.

Porém, Sedrez destaca que a importância da padronização no meio escolar não caminha sobre aspectos de igualdade e consumo: "Não existe mais o optar pelo uniforme para nivelar os alunos em questão econômica, pois os acessórios mostram as diferenças sociais e alimentam o consumo. É o tênis da moda, o último lançamento do Ipod e assim vai", falou o diretor.

Para Sedrez, o Top 5 das vantagens do uniforme escolar são a organização, o foco no aprendizado, a economia, a praticidade e a regra. "Essas roupas organizam a vida do estudante na escola. E permitem preocupações com questões mais importantes como aprendizado, crescimento e conteúdo. O uniforme não deixa espaço para preocupações com aparência, e ainda se mostra econômico para os pais". Além disso, o uso obrigatório da roupa ensina os estudantes a respeitarem regras: "Eu sempre brinco com os alunos que eles não entrariam em uma festa de 15 anos se não estivessem vestidos com traje a rigor. Pois no colégio é a mesma coisa". Sacou?

Dicas
Amanda, que odeia o uso de uniforme, deixa algumas sugestões para as escolas:

- Eles devem ser feitos com tecidos bons e confortáveis - a blusa com gola atrapalha muito a Amanda durante as aulas, por exemplo;

- Nada de um emblema enorme com o nome da escola -está comprovado que isso facilita sequestros;

-As cores não devem ser chamativas e bregas - aposte na neutralidade: branco, azul e afins;

- Uniforme é uniforme, e roupa da moda é roupa da moda. Nada de tentar juntar as duas coisas, já que os estudantes não gostam de uniformes que tentam se "aproximar do gosto jovem";

- Ou todo mundo usa uniforme, ou ninguém usa. Alguns colégios têm a ideia de só tornar obrigatório o uso do uniforme no ensino fundamental. Com isso, usar roupas padronizadas vira motivo para bullying.

Terra

Mesas e carteiras da rede pública serão mais ergonômicas em 2011

Em 2011, os estudantes e os professores da rede pública de ensino ganharão móveis mais ergonômicos. A decisão foi tomada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) após a realização de audiência pública sobre o tema na cidade de São Paulo. Representantes da autarquia e das indústrias de móveis debateram melhorias que podem ser feitas em mesas e cadeiras fornecidas às escolas públicas. As propostas são eliminar vãos nos assentos e criar novas medidas para o encosto das cadeiras, além da substituição dos pregos que hoje fixam o tampo das mesas (para evitar acidentes). As alterações já serão especificadas nos pregões eletrônicos que serão feitos no ano que vem para adquirir novo mobiliário.

As novas especificações do mobiliário escolar fazem parte de acordo entre o FNDE e a Fundação de Desenvolvimento da Educação (FDE), de São Paulo, que forneceu projeto de móveis escolares criado com base na regulamentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Integram os móveis: o conjunto do aluno (carteira e cadeira), conjunto do professor (mesa e cadeira) e mesa acessível a alunos cadeirantes.

Com informações da assessoria do Ministério da Educação

Professor e estrutura ainda são desafios para ensino de música

Faltando pouco mais de dois meses para o ensino de música se tornar obrigatório na educação básica, preparar escolas e professores para trabalharem o conteúdo ainda é um desafio. A avaliação é do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), do Senado e de representantes de artistas e professores, ouvidos pelo Portal Aprendiz. “A licenciatura em artes é voltada para artistas que já têm uma área definida. Quando eles vão dar aulas, a tendência é trabalharem mais a questão plástica”, avalia a presidente do Consed, Yvelise Freitas. “As secretarias devem buscar formas de superar a defasagem com formação e material. Alguns estados podem ter dificuldade, como aconteceu com a inclusão de Espanhol, Sociologia e Filosofia”.

A Lei 11.769, aprovada em agosto de 2008, torna obrigatória a inclusão de música nas aulas de educação artística de ensinos fundamental e médio, da rede pública e particular, a partir de janeiro de 2011. O Artigo 2º, que determinava que a música deveria ser lecionada por professores com formação especifica, foi vetado.

“Exigir professores especialistas tornaria a lei muito difícil de ser cumprida”, avalia o secretário da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, Júlio Linhares. “A inclusão de música é uma reivindicação antiga do setor artístico. A lei foi fruto de um debate com a sociedade civil, especialistas e professores e foi dado três anos de prazo para implantação”.

“Existem inúmeros estudos mostrando que a música ajuda no aprendizado de outras matérias”, diz Linhares. “A formação musical permite, ainda, que eles tenham contato com a sua cultura e com a cultura de outros povos e comunidades”.

Artistas

Uma das preocupações dos artistas sobre o ensino de música é não exigir avaliações e notas sobre a disciplina. “A escola é muito prática e racional. A música deve ser um contraponto que trabalhe a subjetividade e a capacidade humana de produzir cultura”, afirma Paulo Tatit, cantor e compositor do grupo Palavra Cantada, que produziu CDs e livros para iniciação musical nas escolas.

“As aulas devem ser em salas sem carteiras, para que as crianças possam brincar e dançar. É preciso disponibilizar instrumentos e incentiva-las a fazer gestos no ritmo”, sugere Tatit. “O ideal, com as crianças pequenas, é começar com canto e percussão e só depois dos 12 anos trabalhar harmonia. Ritmos como Jazz e Bossa Nova devem ser direcionados a alunos com mais de 15 anos”.

Conteúdo

As escolas e as Secretarias de Cultura ficam responsáveis por definirem os conteúdos das aulas de música, dando prioridade para elementos regionais. Foi o que fez o professor Juscelino de Almeida, que leciona para a 4ª série da Escola Municipal Vereador Antônio Sampaio, no bairro paulistano de Santana. Como a escola recebe muitos alunos imigrantes, principalmente de países latinos, ele passou a usar músicas típicas para combater obn preconceito.

“Nós apresentamos as músicas aos alunos e convidamos os pais para ensiná-los a cantar e dançar”, conta o professor. “A partir daí verificamos que os imigrantes estavam mais integrados ao grupo e que os demais alunos estavam interessados em conhecer mais sobre suas culturas. A medida que conhecemos mais sobre o outro respeitamos mais”.

A partir daí o professor passou a incentivar os alunos a fazerem parte da fanfarra e ajudou a criar aulas de flauta doce na escola, sendo que cada aluno recebeu uma, por meio de doações. O professor também abre espaço para que eles ouçam CDs e DVDs em partes das aulas. “Uma vez fomos a uma exposição de arte barroca e eu trouxe um CD de música do estilo para ouvirmos. Eles se interessaram em saber quais os instrumentos e uem compunha”.

UOL

Professora é acusada de abusar de alunas no Rio

Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante na madrugada de hoje uma professora de matemática acusada de abusar sexualmente de duas alunas, de 13 anos, da rede pública de ensino. Cristiane Teixeira Maciel Barreiras, de 33 anos, foi presa na casa mãe, em Padre Miguel, na zona oeste do Rio. A educadora foi denunciada pela mãe da vítima na 33ª Delegacia de Polícia de Realengo. A criança estava desaparecida desde a última segunda-feira. Em agosto, a mãe de J. registrou a primeira queixa de desaparecimento da filha e apontou a professora como suspeita. Cristiane já tinha sido transferida da Escola Municipal Marechal Rondon, após denúncias da mesma mãe. "Fizemos diligências durante toda a noite. Na casa da professora, o marido confirmou que ela não aparecia em casa desde segunda-feira e chorou ao saber da acusação", revelou o delegado titular da 33ª DP, Angelo Jose Lages Machado.

Por volta das 4 horas, Cristiane foi surpreendida por uma equipe de agentes quando chegava à casa da mãe dela, na localidade conhecida como Barata. Ela revelou que havia deixado a menor nas proximidades da casa da mãe da vítima onde J. foi encontrada. Na delegacia, a professora confessou que se apaixonou e iniciou o relacionamento com a aluna em maio deste ano. Ela alegou que desejava uma "relação séria" com a ex-aluna. Cristiane disse que as duas namoravam no carro e frequentavam o Motel Bariloche, em Realengo. "Quando achávamos que já tínhamos ouvido tudo, ela confessou que em agosto as duas convidaram outra aluna para os encontros sexuais", contou o delegado.

Segundo ele, J. disse, em depoimento, que não queria mais encontrar a educadora, mas era persuadida por Cristiane. A professora foi indiciada por estupro de vulnerável e corrupção de menor. A pena pode chegar a 30 anos de prisão. "Ela disse que evitava penetrar as meninas com os dedos, porque elas eram virgens. No entanto, nós acreditamos que Cristiane achava que isto evitaria a acusação de estupro", disse o delegado. Ele não descarta que outras alunas tenham sido vítimas da professora.

O diretor da Escola Municipal Marechal Rondon será convocado para depor e pode ser indiciado, caso tivesse conhecimento do crime e não comunicou o fato à polícia. A outra menina abusada, as mães das vítimas e os funcionários do Motel Bariloche também serão ouvidos. Por meio de uma nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que considera "inaceitável este tipo de conduta" e revelou que a 8ª Coordenadoria Regional de Educação instaurou sindicância e determinou o afastamento da professora no dia 9 de setembro, quando o órgão foi informado sobre o caso. Após a conclusão do processo, a educadora pode ser exonerada.

UOL

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Governo americano aperta o cerco contra o bullying nas escolas

A recente série de suicídios envolvendo jovens vítimas de bullying fez, nesta terça-feira, com que o governo dos Estados Unidos enviasse uma carta a milhares de escolas e universidades em todo o país, advertindo os educadores para o cumprimento de sua responsabilidade na prevenção do assédio no ambiente escolar, como preveem as leis federais. A carta é fruto de uma revisão na legislação e nas jurisprudências que tratam de assédio sexual, racial e outros no ambiente escolar. Funcionários do governo admitiram que o envio da carta foi apressado em vista aos casos de suicídio.

A Casa Branca divulgou a carta para esclarecer as responsabilidades legais das autoridades em escolas públicas e em faculdades e universidades sob leis federais, disseram os funcionários. Certas formas de bullying estudantil podem violar as leis federais antidiscriminação.

"Estou escrevendo para lembrá-lo que alguns erros de conduta de estudantes sob o âmbito da política antibullying também podem levar à responsabilidade em uma ou mais das leis federais antidiscriminação", diz a carta, assinada por Russlynn H. Ali, secretário-adjunto de direitos civis.

Segundo os dados recolhidos pelo braço de pesquisas do departamento no ano passado, um terço de todos os alunos entre 12 e 18 anos sentiram-se ameaçados ou assediados na escola. "As pessoas precisam acordar", disse Ali. "Temos uma crise em nossas escolas em que a intimidação e o assédio parece ser um rito de passagem, e isso não precisa ser assim."

"O assédio pode assumir muitas formas, incluindo ações verbais e xingamentos, demonstrações gráficas ou escritas, que podem usar celulares ou a internet ou outra conduta que possa ser fisicamente ameaçadora, prejudicial ou humilhante", diz a carta. "O assédio não envolve apenas a intenção de prejudicar, ser dirigida a um alvo específico ou envolver incidentes repetitivos. O assédio cria um ambiente hostil quando a conduta é suficientemente grave, generalizada ou persistente, de modo a interferir ou limitar a capacidade do aluno em participar de serviços, atividades e oportunidades oferecidas pela escola. O assédio com base em raça, cor, origem étnica, sexo ou deficiência viola as leis federais de direitos civis”, completa o documento.

Veja

Nobel de física vem ao Brasil para escola de spintrônica

O Nobel de física Peter Grünberg estará no Brasil semana que vem para participar da Primeira Escola Avançada de Spintrônica e Computação Quântica, em São Carlos. O evento ocorre entre os dias 1º e 5 de novembro e objetiva promover a interação entre pós-graduandos e doutores recém-formados com pesquisadores experientes do Brasil e do mundo. O físico convidado recebeu em 2007 o prêmio Nobel pela descoberta da magnetorresistência gigante, fenômeno quântico empregado na construção de discos rígidos modernos. Os estudos do final dos anos 80 são considerados o nascimento da spintrônica, e foram conduzidos em paralelo a pesquisa semelhante feita por Albert Fert, com quem Peter Grünberg dividiu o Nobel.

O Spin2010, como é apelidado o evento, está sendo promovido conjuntamente pelas duas grandes universidades com campus em São Carlos: a USP (Universidade de São Paulo) e a Ufscar (Universidade Federal de São Carlos).


Terra

Veja respostas para mitos e verdades sobre os alimentos

Você se culpa ao tomar aquele refrigerante à base de cola bem gelado porque já ouviu falar que faz mal para os ossos? Não consome adoçante porque tem medo de adquirir câncer? Não come carboidratos à noite para não engordar? E não sabe como surgiu essa moda de ração humana? Pois, convidadas pelo Terra Educação, Luciana Setaro, professora do curso de Nutrição da Universidade Anhembi Morumbi; Fernanda Granja, nutricionista clínica especializada em nutrição funcional e Roseli de Moura Espíndola, professora do curso de Nutrição do Centro Universitário Senac esclarecem alguns dos mitos, verdades e curiosidades que rondam o universo dos alimentos. Veja aqui as respostas.

UOL

MEC vai repassar R$ 5 milhões para projetos de inclusão em instituições federais de ensino

O MEC (Ministério da Educação) vai repassar R$ 5 milhões a instituições federais de ensino para a execução de projetos de inclusão de pessoas com deficiência nos campi. Receberão o dinheiro 31 universidades, dez institutos de tecnologia e um Cefet (centro federal de educação tecnológica). Cada uma delas terá até R$ 173,9 mil para investimento e custeio. O prazo máximo para executar os projetos será de um ano e data-limite, 12 de dezembro de 2011.

Entre as modificações que podem ser feitas pelas instituições, estão a instalação de rampas, aquisição de impressoras em Braille, desenvolvimento de material pedagógico acessível e formação de profissionais.

UOL

Museu virtual da UnB oferece livros de ciências

O Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da Universidade de Brasília ganhou uma nova galeria de livros paradidáticos em sua biblioteca. São obras produzidas por alunos do curso de pedagogia que pretendem ajudar professores e alunos no ensino de ciências. As obras virtuais são destinadas a crianças com idade entre 6 a 12 anos. Os interessados podem fazer download do material gratuitamente. Há materiais sobre biodiversidade, cerrado, tecnologia. Os interessados podem debater e discutir a utilização do material em fóruns com outros professores. A proposta do grupo responsável pela confecção dos livros é facilitar e baratear o acesso a materiais didáticos por professores. Até o fim do semestre, mais dez títulos deverão fazer parte do catálogo.

O site do museu também oferece exposições virtuais e sugestões de atividades lúdicas para que professores façam com seus alunos em sala, como a criação de um insetário, por exemplo.

IG

Violência na escola pode custar US$ 943 milhões ao ano no Brasil, diz relatório

De acordo com a organização de defesa das crianças o bullying atinge países desenvolvidos e em desenvolvimento
Um estudo internacional estima que o custo da violência nas escolas no Brasil pode chegar a US$ 943 milhões por ano.
A pesquisa foi feita pela organização britânica de defesa das crianças Plan International e o Instituto Overseas Development (ODI, na sigla em inglês). Segundo o relatório publicado, o custo da violência nas escolas, apenas levando em conta os benefícios sociais aplicados anteriormente, pode chegar a US$ 60 bilhões se computados todos os 13 países pesquisados. No cálculo foi considerada a perda de ganhos de uma pessoa que deixa de comparecer à aula ou desiste da escola por causa da violência e mediu também as perdas do investimento público em educação devido às faltas dos alunos nas escolas.

De acordo com o relatório, os Estados Unidos, por exemplo, pagam um alto preço pela violência entre jovens, dentro e fora da escola. A Plan International estima que o custo total de todas as formas de violência juvenil entre os americanos chega a US$ 158 bilhões.

E para o Brasil, o caso não parece ser diferente, segundo o levantamento.

"Muitas escolas no Brasil se transformaram em lugares perigosos para crianças, com violência brutal e até homicídio, além de abuso sexual, roubos e danos à propriedade", alerta o documento.

"84% dos estudantes que participaram da pesquisa feita em seis capitais brasileiras acharam suas escolas violentas e 70% disseram que foram vítimas de abusos."

"Isto reflete os altos níveis de violência na sociedade brasileira. A estimativa é de que a violência entre jovens tenha um custo de US$ 19 bilhões por ano, sendo que destes US$ 943 milhões podem ser ligados a violência na escola", informou o relatório.

Poucos dados

Segundo o documento da Plan International, a violência nas escolas é um problema que afeta igualmente países desenvolvidos e em desenvolvimento. No entanto, a organização reconhece que é "impossível calcular a verdadeira extensão (do problema), pois as crianças geralmente têm muita vergonha ou muito medo de falar a qualquer um sobre isso".

O relatório descreve uma "relação próxima" entre o bullying nas escolas e a violência entre jovens.

De acordo com o estudo, entre 20% e 65% das crianças no mundo todo afirmam que sofreram bullying, mas esta proporção pode ser maior, pois a organização afirma que a violência na escola é pouco denunciada.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de um quinto dos estudantes do equivalente ao ensino médio afirmaram que foram vítimas de abuso várias vezes, de acordo com dados coletados pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

A prevalência do bullying nas escolas americanas é tão alta que o CDC trata o problema como uma questão de saúde pública.

"Como resultado, você não vai à escola, você está perdendo a oportunidade de aprender", afirma Julie Hertzog, diretora do Centro Nacional Americano para Prevenção do Bullying, dirigido pela organização de defesa das crianças Pacer.

Para o diretor-executivo do grupo de defesa americano CeaseFire, Gary Slutkin, o bullying não está diretamente ligado à violência entre jovens.

"Bullying não é a mesma coisa que violência letal mas pode se agravar progressivamente, e a sociedade americana está gradualmente tomando a decisão de que (o bullying) não é mais aceito como algo normal", disse Slutkin, cuja organização trata a violência entre jovens com o uso de um modelo de saúde pública.

Outros países

O relatório da Plan International diz ainda que em 88 países, incluindo a França e alguns Estados americanos, os professores tem permissão legal para punir fisicamente os alunos.

E cita casos como o do Egito, no qual 80% dos meninos e 67% das meninas já sofreram punição corporal.

O documento menciona ainda a situação na Etiópia, onde a punição corporal é proibida, mas as leis de proteção à criança não são aplicadas e as punições continuam sendo aplicadas. Um estudo naquele país mostra que 80% das crianças foram obrigadas a ajoelhar, receberam pancadas na cabeça, tapas ou pancadas com uma vara.

Outro problema levantado é a violência sexual. Um estudo realizado por estudantes em Serra Leoa mostrou que 59% das meninas tinham sofrido abuso sexual.

No Equador 37% das adolescentes que foram vítimas de violência sexual apontaram professores como os responsáveis. Na África do Sul, professores foram considerados culpados de um terço dos estupros de crianças.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

"De Olhos Bem Abertos" discute política cotidiana com os pequenos cidadãos

Não é somente no período das eleições que a política está presente em nossa vida. Engana-se quem acha que, depois de votar, é só esperar as coisas acontecerem. Pois, faz alguns anos que certos problemas persistem e outras coisas esperadas deixam de ocorrer por falta de voz do povo. A cultura política de um país é construída aos poucos, passada de geração em geração até que se torne uma disposição e interesse comum de todos. O livro "De Olhos Bem Abertos" aborda o tema de uma forma lúdica e real, sem cair nos equívocos de explicar a uma criança em formação a complexidade e o funcionamento de todos os órgãos de governo. Por outro lado, deixa claro a importância das responsabilidades e escolhas de um grupo.

A forma que o autor Edson Gabriel Garcia encontrou para tratar do assunto é pelo grêmio estudantil. Na história, a diretora Glorinha, da escola Jardim Novo Mundo, recebe um abaixo-assinado dos alunos que pedem a saída do atual presidente do grêmio, pois estavam insatisfeitos com suas atitudes.
Com este acontecimento, a escola toda conhecerá as regras de uma eleição -- que mesmo sendo estudantil, tem lá suas regras -- a importância de saber o regimento, como funciona uma assembleia e, por fim, o que é impeachment.

"De Olhos Bem Abertos" explica o papel de um representante de classes e todas as consequências, positivas ou negativas, que as escolhas do grupo podem trazer. A história serve também para incentivar diretores de escolas a promover e instigar a curiosidade e a ética do debate nos pequenos cidadãos. Assim, além de aprender a apertar os botões para eleger o candidato, vão escolher com mais consciência e cobrar dele o que foi prometido.


Folha

Brasil apoiará educação a distância em Moçambique

O Ministério da Educação vai apoiar a expansão da educação superior em Moçambique, ampliando cursos a distância em parceria com instituições africanas. A Portaria Normativa nº 22, que institui o programa, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira. A proposta será coordenada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). As instituições que participam do sistema da Universidade Aberta do Brasil (UAB) darão apoio ao programa também.

O programa pretende promover, principalmente, a formação de professores da educação básica do país africano. Serão criados cursos nas instituições de Moçambique, que deverão ter polos de apoio presenciais e receberão apoio da Unilab e da UAB.

A Capes também coordenará o processo de concessão de bolsas de estudo e auxílio a estudantes e professores, por meio dos acordos de cooperação internacional.

IG

Diretora é agredida com pedra e ovo em Florianópolis

Um aluno de 15 anos jogou um ovo e uma pedra na diretora da escola estadual Celso Ramos, em Prainha, no centro de Florianópolis. A Secretaria de Educação de Santa Catarina não informou a identidade da diretora, que pediu afastamento do cargo. As aulas foram suspensa e a direção da escola marcou para o dia 28 uma reunião com a comunidade para falar do caso e pedir mais apoio. O aluno, que já veio transferido de outra instituição em que apresentava problemas de comportamento, está no 3º ano do ensino fundamental, junto com crianças que, na maioria, tem 8 e 9 anos de idade.

Segundo testemunhas, a diretora foi agredida ao chamar a atenção do estudante para sua falta de assiduidade às aulas. "Ele costuma perturbar o bom andamento da escola quando aparece", afirmou Ari César da Silva, gerente regional de Educação, órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Regional. Segundo ele, a escola já tem dois seguranças contratados para evitar casos assim por estar em uma região considerada violenta.

Silva disse que pediu ao comandante do 4º Batalhão de Polícia Militar reforço do policiamento no local. Além dessa medida, o gerente informou que o Núcleo de Prevenção às Drogas, Violência e Sexualidade da Gerência de Educação vai fazer reuniões com professores, alunos e a comunidade para debater o tema.

(Com informações da Agência Estado)

35 estudantes de escolas públicas farão intercâmbio nos EUA

Os nomes dos 35 estudantes de escolas públicas de 26 Estados brasileiros que vão participar do Programa Jovens Embaixadores 2011 foram anunciados nesta terça-feira (26) pelo cônsul-geral dos Estados Unidos em São Paulo, Thomas Kelly, e pelo embaixador norte-americano, Thomas Shannon, durante um evento na capital paulista. O programa seleciona jovens com idades entre 15 e 18 anos para um intercâmbio cultural gratuito de três semanas nos EUA (entre 8 e 27 de janeiro do próximo ano), promovido pela Embaixada do país. Esta é a 9ª edição do programa que, desde a sua criação em 2003, já beneficiou 212 jovens brasileiros. O número de inscritos desta edição superou seis mil jovens e mobilizou 64 instituições parceiras da Embaixada dos EUA para selecionar os finalistas. Para participar do processo seletivo, é preciso ter bom desempenho na escola, fazer serviço social em sua comunidade e dominar suficientemente o inglês para morar com uma família americana e conseguir se comunicar.

“Estes 35 estudantes representam o melhor da juventude brasileira. São jovens que buscaram a liderança, atuantes e têm o desejo de serem bons cidadãos”, afirmou Shannon durante o anúncio dos finalistas. Para o embaixador o programa fortalece a educação pública brasileira, “base de um país exitoso”. Um 36º jovem embaixador ainda será selecionado por meio de votação pública no site do programa Jovens Embaixadores.

Marco

“Uma experiência transformadora” ou a mesma frase em inglês “A life changing experience” são as expressões mais usadas pelos os ex-jovens embaixadores para definir o intercâmbio cultural. Para Simon do Vale de Nascimento, de 23 anos, participante do programa em 2005, a experiência rendeu uma graduação em Relações Internacionais na conceituada Universidade de Chicago e um emprego no escritório de recrutamento de estudantes da instituição.
“Venho de Catalão, em Goiás, e o programa me mostrou do que eu era capaz. Não tinha ideia de onde eu poderia chegar, mas depois decidi tentar a Universidade de Chicago e fui aceito”, conta. Após se formar, Simon foi convidado a trabalhar na instituição e viajar para América Latina, África, Oriente Médio e Sul da Ásia para recrutar novos talentos. “Abro oportunidades para candidatos, assim como abriram para mim.”

Euriane Aparecida Mendes, de 23 anos, também jovem embaixadora em 2005, optou por cursar direito depois de participar do programa. “Eu tinha um projeto de educação ambiental na minha escola, em Patrocínio (MG). E o programa nos mostrou na prática como práticas simples, na sua comunidade, podem impactar o mundo”, lembra. Depois do programa americano, Euriane foi selecionada no ano seguinte para participar do Jovens Embaixadores Ambientalistas, realizado na Alemanha. Hoje a estudante quer se especializar em direito ambiental ou internacional.

Jovem embaixadora em 2010, Gabrielle Cavalheiro, de 18 anos, participou de um encontro com Michelle Obama e voltou dos EUA decidida a ser diplomata. “Fomos representar o Brasil fora e eu quero fazer isso mais vezes, levar um pouco do nosso País e trazer mais dos outros países para cá”, afirma a estudante de direito.

O programa

Na primeira etapa da viagem, que ocorre em janeiro de 2011, o grupo passa uma semana em Washington visitando instituições do governo, museus, participando de reuniões com autoridades e aprendendo sobre a cultura dos EUA. Depois, os alunos passam duas semanas hospedados em casas de famílias americanas em diferentes estados do país. Eles também irão frequentar aulas em uma escola de ensino médio (“high-school”) onde conhecerão o dia-a-dia do jovem estudante americano e farão apresentações sobre o Brasil. Os jovens devem ainda desenvolver um plano de ação para o fortalecimento do seu projeto de voluntariado no País.

Segundo o embaixador americano, o programa pioneiro no Brasil é considerado “modelo” para os estabelecidos posteriormente em outros 17 países. “Em 2011, vamos expandir para 25 países. O sucesso do programa brasileiro convenceu o governo americano e expandir essa oportunidade”, afirma.



Veja a lista dos selecionados:

1. Denis Tavares dos Santos Júnior, 17 anos, Rio Branco - AC
2. Ana Carolina Araújo Lima, 17 anos, Manaus - AM
3. Rízia Vitória da Silva Pinheiro, 17 anos, Macapá - AP
4. Ramon da Silva Sampaio, 18 anos, Salvador - BA
5. Breno Oliveira de Jesus, 16 anos, Salvador - BA
6. Francisca Joele Dias Balbino, 18 anos, Sobral - CE
7. Lunara Farias Lima, 15 anos, Quixadá - CE
8. João Guilherme Salve, 17 anos, Castelo - ES
9. Samantha Machado Rezende, 16 anos, Dores do Rio Preto - ES
10. Gabriel Santos de Morais, 16 anos, Goiânia - GO
11. Bárbara de Andrade César, 17 anos, São Luis - MA
12. Alexandre Henrique Lopes Silva, 17 anos, São Gotardo - MG
13. Lucas Alves Emanoel Efísio, 18 anos, Juiz de Fora - MG
14. Renato Martins Dornelas, 17 anos, Contagem - MG
15. João Alcim Souza João Neves, 17 anos, Campo Grande – MS
16. Laysa Mathias de Jesus, 16 anos, Sorriso – MT
17. Beatriz Silva da Costa, 18 anos, Tucuruí – PA
18. Maria Thamara de Lacerda Souza, 18 anos, João Pessoa – PB
19. Janailton Mick Vitor da Silva, 16 anos, Sanharó – PE
20. Marina Rocha de Jesus, 17 anos, Olinda – PE
21. Manuela Fernandes Valente, 17 anos, Londrina – PR
22. Hyago Martins de Souza, 17 anos, Alto – PI
23. Maysa Leandro de Assis, 16 anos, Duque de Caxias – RJ
24. Déberth Cláudio da Silva Nascimento, 17 anos, Parnamirim – RN
25. Maria Jordana Mendes de Lima, 17 anos, Ji-Paraná – RO
26. Eva Marco Lima, 17 anos, Boa Vista – RR
27. Ítalo da Silva Alves, 17 anos, Três Coroas – RS
28. Ana Carolina Martins, 16 anos, Curitibanos – SC
29. Camille Mota Lima, 18 anos, Aracaju – SE
30. Tairik Adriano Mello Pio, 17 anos, Suzano – SP
31. Alan Douglas Dantas Silva, 18 anos, Hortolândia – SP
32. Alexandre Monçalo Neto, 16 anos, Dracena – SP
33. Gabriela Cristina Benevides Tom, 17 anos, São Paulo – SP
34. Natanael dos Santos Ferreira, 16 anos, São Paulo - SP
35. Danyel de Moraes Avelino, 17 anos, Combinado – TO

FOLHA

Reta final: a dez dias do Enem, leitura de noticiário pode ajudar estudantes

Faltam dez dias para o Enem 2010 (Exame Nacional do Ensino Médio) e muitas dúvidas ainda podem estar na cabeça dos candidatos. Como é a prova? Qual a melhor estratégia para resolver os testes? O que ainda dá tempo de fazer antes da data? O UOL Educação conversou com coordenadores de cursinhos pré-vestibular de São Paulo e traz algumas orientações importantes. Não deixe de conferir também a lista de perguntas e respostas preparada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem). Como é a prova

A principal característica das provas do Enem é o foco na interpretação de dados e resolução de problemas. As questões exigem leitura de textos e compreensão de mapas, gráficos e tabelas. A interdisciplinaridade aparece em questões que abrangem conhecimentos, ao mesmo tempo de matemática e física, ou biologia e geografia, por exemplo.

O grau de complexidade dos testes é baixo, na opinião dos coordenadores consultados. Portanto, é preciso balancear o domínio dos conteúdos programáticos com a atenção ao enunciado das perguntas e sua compreensão. “A sistemática de elaboração das questões do Enem é diferente da observada nos vestibulares, mas tem que conhecer matemática, física, química, biologia, geografia, história e língua portuguesa”, afirma o coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento.
Nos próximos dez dias

Nascimento orienta que os estudantes mantenham o ritmo de estudos nos próximos dias. “É importante dar atenção para as matérias em que cada aluno tem mais dificuldade e fazer uma revisão geral”.

“Os candidatos que já estão estudando para os grandes vestibulares automaticamente estão se preparando para o Enem”, afirma Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo, considerando que a prova abrange os mesmos conteúdos programáticos exigidos na maioria dos processos seletivos, relativos ao ensino médio.

UOL