terça-feira, 31 de agosto de 2010

Programa Pró-Letramento poderá atender mais de 1.500 cidades

Estados e municípios que aderiram ao programa Pró-Letramento e ainda não confirmaram sua participação têm até o dia 10 de setembro para enviar ao Ministério da Educação as informações solicitadas, como nome e contatos de um coordenador.

O Pró-Letramento, programa de formação continuada para melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura, escrita e matemática, é destinado aos professores das séries iniciais do ensino fundamental de escolas públicas. Poderá atender este ano 1.549 municípios de 24 estados e dez secretarias estaduais de educação que responderam aos seguintes critérios de seleção: não ter participado do programa em anos anteriores, ser município prioritário – aqueles com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) inferior à média nacional – ou que possua demanda para formação de mais de 100 professores, mesmo já tendo participado do Pro-Letramento. Estados e municípios que aderiram ao programa Pró-Letramento e ainda não confirmaram sua participação têm até o dia 10 de setembro para enviar ao Ministério da Educação as informações solicitadas, como nome e contatos de um coordenador.

O Pró-Letramento, programa de formação continuada para melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura, escrita e matemática, é destinado aos professores das séries iniciais do ensino fundamental de escolas públicas. Poderá atender este ano 1.549 municípios de 24 estados e dez secretarias estaduais de educação que responderam aos seguintes critérios de seleção: não ter participado do programa em anos anteriores, ser município prioritário – aqueles com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) inferior à média nacional – ou que possua demanda para formação de mais de 100 professores, mesmo já tendo participado do Pro-Letramento.

No entanto, dos 1.549 municípios que já aderiram, 656 ainda não confirmaram participação. Das dez secretarias de educação, quatro também precisam complementar informações para garantir atendimento em 2010.

Para a confirmação da participação no programa é necessário que os municípios e secretarias selecionados indiquem o nome, telefones e endereço eletrônico de um coordenador, bem como endereço da secretaria de educação. As informações devem ser enviadas Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. para o Ministério da Educação. As atribuições do coordenador estão detalhadas no Guia do programa.

Veja a lista dos 1.549 municípios selecionados.

IFRN oferece curso de extensão sobre Língua Portuguesa

A Direção Geral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte –
IFRN, campus Santa Cruz, usando de suas atribuições legais e normativas, faz saber aos
interessados que estarão abertas as inscrições para a seleção de candidatos que pleiteiam vagas no
Curso de extensão: A contribuição da Linguística de Texto para o ensino de Língua
Portuguesa: aspectos teóricos e práticos. A Direção Geral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte –
IFRN, campus Santa Cruz, usando de suas atribuições legais e normativas, faz saber aos
interessados que estarão abertas as inscrições para a seleção de candidatos que pleiteiam vagas no
Curso de extensão: A contribuição da Linguística de Texto para o ensino de Língua
Portuguesa: aspectos teóricos e práticos.

Confira o EDITAL do curso aqui!

O IFRN está com inscrições abertas para curso de extensão básico de inglês

A Direção Geral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte –
IFRN, campus Santa Cruz, usando de suas atribuições legais e normativas, faz saber aos
interessados que estarão abertas as inscrições para a seleção de candidatos que pleiteiam vagas no
curso de extensão: básico de Língua Inglesa.
I – DAS VAGAS
1) Serão oferecidas 25 (vinte e cinco) vagas;
2) Das vagas serão destinadas em número de 5 (cinco) para alunos, 5 (cinco) para servidores e 15
(Quinze) para a comunidade externa ao IFRN. A Direção Geral do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte –
IFRN, campus Santa Cruz, usando de suas atribuições legais e normativas, faz saber aos
interessados que estarão abertas as inscrições para a seleção de candidatos que pleiteiam vagas no
curso de extensão: básico de Língua Inglesa.
I – DAS VAGAS
1) Serão oferecidas 25 (vinte e cinco) vagas;
2) Das vagas serão destinadas em número de 5 (cinco) para alunos, 5 (cinco) para servidores e 15
(Quinze) para a comunidade externa ao IFRN. 

Confira aqui o EDITAL do curso!

Como tirar seu diploma pela internet

Um em cada sete novos alunos de graduação no país faz seu curso à distância. Eles são mais baratos, e o MEC está aumentando a cobrança de qualidade. Antonio Edijalma Rocha Jr., de 41 anos, é a cara do novo ensino à distância brasileiro. Ele voltou para a sala de aula 18 anos depois de ter se formado em um curso técnico. As tarefas de gerente de planejamento – ele trabalhava em uma fábrica de calçados em Jaú, no interior de São Paulo – e de pai o impediam de realizar a vontade antiga ter uma graduação. “O tempo foi passando e perdi o pique de estudar. Mas sempre quis fazer faculdade”, diz. Encontrou a oportunidade de estudar de novo no ensino à distância. O curso de gestão de produção industrial, oferecido por uma universidade no Paraná, durou dois anos e meio, de janeiro de 2006 a julho de 2008. Comparando o ensino à distância com o curso técnico presencial, que fez há quase 20 anos, Rocha aponta uma grande diferença. No primeiro, a preocupação era com o diploma. No segundo, com a concorrência. “Isso fez com que eu me esforçasse para aprender mais.” Em 2008, após se formar, Rocha foi convocado para fazer o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), aplicado a quase 2 mil alunos de ensino superior – tanto à distância quanto presencial. Ficou em primeiro lugar, com nota 80,3 (a média foi de 45, em 100 pontos possíveis).

O resultado garantiu a Rocha uma bolsa de estudos para fazer pós-graduação à distância em engenharia de produção, no valor de R$ 3 mil. Ele começou em março. Hoje, Rocha dá consultoria para empresas e é professor técnico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Melhorar de vida, como Rocha, é o objetivo do mais de meio milhão de estudantes brasileiros matriculados em cursos pela internet. Eles assistiram a aulas por TV via satélite ou pela internet, fizeram trabalhos em grupo, valendo nota, em salas de bate-papo on-line, acessaram livros em bibliotecas virtuais para estudar para a prova e tiraram dúvidas sobre o que iria ser cobrado no teste por e-mail. No ano passado, 302 mil pessoas se matricularam em cursos on-line (cerca de um sétimo do total de matrículas do país).

Os adeptos do ensino à distância formam uma multidão que cresceu mais de 600% entre 2005 e 2008. A febre começou com cursos técnicos e de especialização. Trata-se de um fenômeno mundial, turbinado pela valorização do ensino. Muita gente está em busca de conhecimento, porque sentiu que ele garante mais oportunidades.

O fenômeno brasileiro vem sendo puxado pela oferta de diplomas de graduação. Segundo o censo da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), obtido com antecedência por ÉPOCA, havia 649.854 pessoas fazendo cursos de ensino superior on-line em 2009 – mais de 80% delas em graduação. Escolas tradicionais, como a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), passaram a oferecer cursos.

Como escolher a escola para o seu filho

É nesta época do ano, quando as instituições abrem o processo de reservas de vagas, que milhares de pais partem em busca da primeira ou de uma nova escola para seus filhos. Além de debater questões práticas, como preço e localização, a família costuma mergulhar num mar de dúvidas e questionamentos, na ânsia de optar pela melhor. Esse costuma ser, para a maioria, um período de angústia e peregrinação, sempre acompanhado da pergunta: como fazer a escolha certa? Especialistas ouvidos por ISTOÉ explicam que, em vez de procurarem respostas nos colégios pretendidos, os pais devem voltar suas atenções para dentro de casa e observarem seus filhos. Prestarem atenção no temperamento deles, potenciais, afinidades e limitações. Além disso, precisam ter muito claro quais são seus próprios anseios. Há aqueles que sonham em ver o rebento nas melhores faculdades.

Clique AQUI e veja a matéria da Revista ISTOÉ sobre a melhor escolha da escola para seu filho.

Banco do Brasil passa a atuar como operador financeiro do Fies, junto com Caixa Econômica

O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta segunda-feira (30) que o Banco do Brasil vai atuar como operador financeiro do Fies (Financiamento Estudantil), junto com a Caixa Econômica Federal. A opção por qual banco o estudante vai fazer o financiamento será feita na hora da inscrição no programa. O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta segunda-feira (30) que o Banco do Brasil vai atuar como operador financeiro do Fies (Financiamento Estudantil), junto com a Caixa Econômica Federal. A opção por qual banco o estudante vai fazer o financiamento será feita na hora da inscrição no programa.

Para entrar no Fies, o estudante não precisa mais estar matriculado em uma instituição de ensino superior previamente. De acordo com o ministério, o candidato poderá conseguir o financiamento antes de se dirigir à instituição para fazer a matrícula, que só precisará estar feita na hora de o estudante levar a documentação ao banco. A faculdade escolhida precisa ter nota acima de 3 no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) para poder participar do Fies e o programa não atende cursos a distância.

A inscrição pode ser feita a qualquer momento. A taxa de juros cobrada é de 3,4% e o aluno só pode pedir o crédito em instituições com conceitos três, quatro ou cinco. O prazo de quitação é de três vezes a duração do curso e a carência, por sua vez, é de 18 meses após a formatura. As parcelas a serem pagas serão fixas.

Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do programa Saúde da Família, podem abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.

Só de maio até o final de agosto deste ano, mais de 47 mil contratos já foram assinados.

Bolsas melhoram a vida de bons alunos

De segunda a sexta-feira, Lou­seane Silva de Lima, 12 anos, le­­va cerca de três horas para ir de sua casa em Piraquara, na região metropolitana, até a escola, no bairro Boqueirão, em Curitiba. Ela faz o percurso de ônibus e não se importa com a distância para chegar ao Colégio Acesso, onde é bolsista. E não é para me­­nos. A menina sabe como são concorridas as vagas em instituições particulares que oferecem bolsas parciais e integrais para estudantes que não têm condições de pagar a mensalidade.

De segunda a sexta-feira, Lou­seane Silva de Lima, 12 anos, le­­va cerca de três horas para ir de sua casa em Piraquara, na região metropolitana, até a escola, no bairro Boqueirão, em Curitiba. Ela faz o percurso de ônibus e não se importa com a distância para chegar ao Colégio Acesso, onde é bolsista. E não é para me­­nos. A menina sabe como são concorridas as vagas em instituições particulares que oferecem bolsas parciais e integrais para estudantes que não têm condições de pagar a mensalidade.

O jovem Ricardo Henrique Vanderlinde, 17 anos, também venceu a disputa acirrada e isso mudou a vida dele. Ricardo saiu das ruas graças à bolsa integral de estudos que recebeu no ensino médio. Está matriculado no 2.º ano do Colégio Sesc São José – uma parceria entre o grupo Bom Jesus e Serviço Social do Comércio. Hoje, além de estudar, tem dois empregos e pensa em ingressar numa faculdade. “Há três anos eu não era ninguém. Cheguei a morar nas ruas. Hoje com o estudo tenho esperança no futuro”, diz.

O sonho da faculdade também é alimentado por Louseane. Filha da cozinheira Sandra Regina, ela pensa em se formar em Física Nuclear. Não conseguiu passar no processo seletivo de ingresso no Colégio Militar de Curitiba, que é público. Mas, devido às boas notas, ganhou uma bolsa integral num cursinho e se prepara novamente para a seleção. Pela manhã, frequenta o cursinho e à tarde vai para a escola. A mãe, que é viúva e não tem outros filhos, conta que, mesmo com um desconto de 70%, o pagamento da mensalidade da escola é feito com sacrifício. “Sem contar o estresse que essa menina passa todos os dias. Ela sai às 7 horas da manhã e só volta depois das 8 horas da noite. Não é fácil essa rotina”, afirma.

Provas

Seleção nas públicas

Escolas da rede pública também fazem seleção para a 5ª série do ensino fundamental ou 1º ano do ensino médio. No Colégio da Polícia Militar, um edital com as instruções deve ser publicado no fim de setembro. No Colégio Militar, as inscrições serão feitas até 24 de setembro. Já o Colégio Estadual do Paraná ainda não definiu a data em que fará a análise dos históricos. Normalmente é novembro. Já a Universidade Federal Tecnológica do Paraná deve ter seleção daqui a três meses.

Serviço:

Colégio Militar (www.cmc.ensino.eb.br)

Colégio da PM (www.apmf-cpm.com.br)

Colégio Estadual do Paraná (www.cep.pr.gov.br)

UTFPR (www.utfpr.edu.br)

Os programas

Dependendo do programa e da escola, é possível chegar a um desconto de 100% na mensalidade. No Colégio Sesc São José, os 480 alunos do ensino médio recebem de graça ensino, material didático e, se necessário, transporte. O atendimento é voltado para estudantes que concluíram o ensino fundamental em escolas públicas e que pertencem a famílias com renda máxima de três salários mínimos mensais. Para ingressar no colégio, é necessário passar por um teste de seleção. “Existem jovens talentosos em várias escolas públicas. Nosso objetivo é oferecer oportunidade num ambiente que é referência em qualidade de ensino”, diz o gerente regional do colégio, José Ivair Motta Filho. Todo o material didático usado na escola é o mesmo de outras escolas do grupo Bom Jesus.

No colégio Acesso, as bolsas são parciais e o abatimento concedido chega a 80% do valor integral. Lá, o programa de bolsas começou há quatro anos e, de acordo com o diretor Pedro Adriano Brandalise, a ideia é trazer para dentro da escola alunos com potencial acadêmico. A redução na mensalidade é proporcional à pontuação obtida numa prova aplicada aos alunos. “Dentro das nossas possibilidades, tentamos atender a comunidade. Não podemos deixar de lado alunos que vivem com dificuldades financeiras, mas se esforçam e gostam de estudar”, afirma.

Já nos colégios do grupo Dom Bosco, a mensalidade po­­de ser abatida integralmente, dependendo das condições sociais e financeiras de cada família. De acordo com a diretora da sede Mercês, Rita Egashira Vanzela, a definição da porcentagem de desconto não depende só da nota obtida pelo estudante. “Fazemos um cálculo da mensalidade que a família pode suportar”, diz. O projeto, intitulado de Arquime­des, existe desde o ano 2000 e até hoje já atendeu cerca 1,5 mil famílias. A cada ano ingressam 120 estudantes.

Estudando no exterior

Há sete anos, um grupo de em­­presários e voluntários resolveu se unir para dar oportunidades a estudantes com bons desempenhos. Desde então, o programa Bom Aluno já garantiu a formação universitária de 132 estudantes, sendo que alguns estudaram inclusive fora do país. Hoje o programa atende 210 estudantes da 8.ª série do ensino fundamental à universidade.

Além de oferecer bolsas de estudos integrais a estudantes de baixa renda em colégios particulares, o programa tem acom­­panhamento estudantil individualizado, com atividades no contraturno, como au­­las de línguas.

O universitário Diogo de Barros, 17 anos, foi um dos participantes do Bom Aluno. Hoje mora na Espanha, pois foi o primeiro colocado no Programa Universi­dade para Todos (Prouni) Inter­nacional, do Ministério da Edu­cação. Filho de diarista, conta que jamais teria a oportunidade de estudar no exterior, não fosse a participação no programa, que o permitiu estudar no colégio Dom Bosco, a partir de uma bolsa integral. “Estudar em colégio particular fez a diferença”, diz.

A coordenadora do Bom Aluno, Maria Isabel Grassi Dittert, explica que podem participar do programa estudantes a partir do 7.º ano do ensino fundamental. Por ano são abertas cerca de 20 vagas no programa.

Metade dos alunos do 9º ano em particulares tem mães com ensino superior completo

Quase metade dos alunos no 9º ano de escolas privadas tem mães com ensino superior completo. É o que mostra a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada na última sexta-feira (27). Quase metade dos alunos no 9º ano de escolas privadas tem mães com ensino superior completo. É o que mostra a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgada na última sexta-feira (27).

Segundo a pesquisa, esse grupo responde por 46,9% do total. Já nas públicas, o número cai para 8%.

Quando o filtro público/privada é retirado, os dados mostram que um quarto das mães não tem instrução ou não completou o ensino fundamental (25,9% do total); outro um quarto delas tem ensino médio completo ou superior incompleto.

A capital com mais mães com ensino superior é Vitória (26,9%), seguida por Brasília (20,9) e Aracaju (19,7%). Manaus (9,8%) é a cidade onde esse índice é menor. Maceió tem a maior proporção de mães (37,7%) com nenhum nível de escolaridade ou só com ensino fundamental completo, seguida por Fortaleza (32,3%) e Teresina (31,5%).

Segundo a professora Inês Barbosa de Oliveira, da Faculdade de Educação da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), um dos fatores que podem explicar os números é a situação financeira da família. “As mães que tem nível superior, de um modo geral, têm colocação no mercado de trabalho que as permite colocar [os filhos] na escola particular”, diz.

Inês alerta, no entanto, para a percepção de que a escola particular é sempre melhor que a pública. “A quantidade de escola particular que não presta é talvez tão grande quanto a de publicas que não prestam”, afirma.

Por que os alunos das escolas públicas matam mais aula?

A PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que o percentual de alunos de escolas públicas do 9º ano do ensino fundamental que admitiram ter matado escola nos 30 dias anteriores ao levantamento é mais que o dobro do das privadas: 20,7% na rede pública contra 10,1% na particular. A PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2009, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que o percentual de alunos de escolas públicas do 9º ano do ensino fundamental que admitiram ter matado escola nos 30 dias anteriores ao levantamento é mais que o dobro do das privadas: 20,7% na rede pública contra 10,1% na particular.

Para a professora Inês Barbosa de Oliveira, da Faculdade de Educação da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), o problema não é a escola em si –mas as políticas públicas feitas para a educação. “A culpa não é da escola. O problema está na política educacional que torna a escola precária, na política geral do país que não garante emprego em quantidade necessária para os que estudam se colocarem no mercado de trabalho. Isso cria um círculo vicioso”, afirma.

Segundo Inês, um outro motivo é a própria dinâmica de controle de presenças. “Há aí um sistema de controle mais eficiente nas escolas particulares, porque os pais pagam também com a expectativa que se controle a frequência dos alunos com rigor. Tem um sistema mais eficaz na escola particular”, diz.

Crianças de 5 anos fazem programa de rádio em escola infantil

As crianças do 3º estágio da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Guia Lopes, no bairro do Limão, zona norte de São Paulo, têm cinco anos e ainda não sabem ler. Mesmo assim, elas já aprenderam a mexer em equipamentos de rádio e inauguram, nesta terça-feira, a rádio "Tem Gato na Tuba", dentro da escola. As crianças do 3º estágio da EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Guia Lopes, no bairro do Limão, zona norte de São Paulo, têm cinco anos e ainda não sabem ler. Mesmo assim, elas já aprenderam a mexer em equipamentos de rádio e inauguram, nesta terça-feira, a rádio "Tem Gato na Tuba", dentro da escola.

Os temas dos programas feitos pelas crianças são decididos por elas. "A ideia é dar vazão ao protagonismo infantil. Eles definem o que querem falar e geralmente querem falar sobre o que conhecem", diz a diretora da escola, Cibele Araújo Racy Maria. No primeiro programa, o tema central é Pantanal. A diretora diz que a turma está estudando o assunto nas aulas e resolveu levar o tema para a rádio. As crianças escolheram falar ainda sobre temas presentes nos noticiários do rádio, como clima e trânsito.

O projeto abrange 210 crianças, dividas em seis turmas de 35 alunos. A média de idade é de cinco anos e muitos dos alunos que fazem os programas ainda não foram alfabetizados. Para lembrar suas falas, as crianças recorreram a imagens que expressam a ideia do texto. As turmas se revezam para fazer a rádio, a cada mês uma classe diferente prepara os programas.

Segundo a diretora, um dos objetivos do projeto é desenvolver a linguagem verbal não escrita. Além disso, ela diz que a rádio ajuda a "incrementar o processo criativo através do uso da tecnologia, desenvolver a comunicação e a adquirir autonomia".

A aceitação da rádio pelos alunos está sendo ótima, segundo a diretora. "As crianças não falam em outra coisa e as mães também apoiam, porque veem a alegria deles. Isso para a autoestima é fundamental. Queremos que se sintam capazes de fazer tudo o que quiserem."

De acordo com a diretora, a ideia da rádio surgiu depois que escola sentiu a necessidade de investir mais em projetos relacionados à musica. Foi montado um coreto, que inicialmente era usado apenas para tocar músicas durante os tempos livres. Agora o coreto é também a sede da "Tem Gato na Tuba". O nome da rádio chama a atenção. Cibele Araújo explica que "Tem Gato na Tuba" é uma música que fala sobre coretos, e fez parte da pesquisa das turmas sobre o tema.

O trabalho de tocar as músicas continua. Ficou com as crianças de 1º e 2º estágios, que têm em média 3 e 4 anos.

Enem: MP pede explicações ao Inep sobre vazamento de dados

A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu explicações ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) sobre o vazamento dos dados de 12 milhões de alunos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O órgão, que é responsável pela elaboração da prova, tem até 9 de setembro para encaminhar a resposta.

A Procuradoria da República no Distrito Federal pediu explicações ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) sobre o vazamento dos dados de 12 milhões de alunos que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O órgão, que é responsável pela elaboração da prova, tem até 9 de setembro para encaminhar a resposta.

Dados pessoais de participantes das edições de 2007, 2008 e 2009 do Enem puderam ser acessados livremente na internet, segundo denúncia do jornal O Estado de S. Paulo. A página do Inep reservada às instituições de ensino, cujos dados só poderiam ser abertos mediante senha, continha informações como nome completo do aluno e números de inscrição, carteira de identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF), além do nome completo da mãe do candidato.

Parlamentares do PSDB apresentaram uma representação ao Ministério Público Federal pedindo que fossem apuradas as responsabilidades pelo vazamento dos dados. O procurador Peterson de Paula Pereira solicitou informações ao Inep, que tem até o dia 9 para se manifestar.

Se as explicações forem consideradas suficientes, o processo será arquivado. Caso contrário, o MPF pode instaurar um procedimento de investigação. O próprio Inep abriu uma auditoria interna para apurar a responsabilidade pelo vazamento, que deve ser concluída no início de setembro.

Notícias » Notícias Entidades lançam carta com metas de educação para novo governo

Organizações da sociedade civil e entidades da área da educação lançaram nesta terça-feira uma carta-compromisso que será entregue aos candidatos a presidente e a outros cargos eletivos. O documento reúne algumas metas que esses grupos esperam que sejam cumpridas pelo próximo governante para melhorar a qualidade da educação. Entre elas está investir um mínimo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área até 2014. Hoje o país investe em torno de 4,7% do PIB, segundo o Ministério da Educação (MEC).

Organizações da sociedade civil e entidades da área da educação lançaram nesta terça-feira uma carta-compromisso que será entregue aos candidatos a presidente e a outros cargos eletivos. O documento reúne algumas metas que esses grupos esperam que sejam cumpridas pelo próximo governante para melhorar a qualidade da educação. Entre elas está investir um mínimo de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na área até 2014. Hoje o país investe em torno de 4,7% do PIB, segundo o Ministério da Educação (MEC).

A carta é assinada por 26 entidades e reúne sete desafios prioritários, como a erradicação do analfabetismo, a ampliação das matrículas no ensino superior e profissionalizante e a universalização do atendimento em creches para crianças até 3 anos de idade.

¿O nível de escolaridade da população brasileira é baixo e desigual. A luta por uma sociedade com muito mais justiça e igualdade exige a mobilização de toda a sociedade brasileira para que a educação ocupe o lugar central em todas as urgências que se impõem para o Estado brasileiro. Nós avançamos muito em educação nos últimos anos, mas ainda é muito pouco¿, afirmou o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Antonio Carlos Ronca.

O documento, que foi lido por alunos do Centro de Ensino Médio Setor Oeste, de Brasília, recomenda ainda a institucionalização do Sistema Nacional de Educação. Ele seria a forma de garantir um regime colaborativo entre a União, os estados e municípios para oferecer uma educação de qualidade. Para efetivar esse sistema, foram determinados quatro compromissos fundamentais: a ampliação adequada do financiamento, ações para promover a valorização dos profissionais da educação, a promoção da gestão democrática e o aperfeiçoamento das políticas de avaliação.

A ideia é que a carta-compromisso seja apresentada não só aos presidenciáveis, mas a todos os candidatos a cargos eletivos, segundo Ronca. Um grupo de representantes dessas entidades já está trabalhando para organizar essa segunda fase do projeto.

¿Não basta dizer que tem compromisso com a educação, isso é fácil dizer. Nós precisamos de propostas bem concretas que permitam que o país dê esse salto na educação¿, avaliou o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny. A representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marie-Pierre Poirier. Ela acredita que a experiência da carta pode servir de exemplo para iniciativas semelhantes em outros países.

A carta estará disponível no site de todas as entidades que a elaboraram. São elas: Academia Brasileira de Ciências (ABC), Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores de Estabelecimentos de Ensino (Contee), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conselho Nacional de Educação (CNE), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE), Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Movimento Todos Pela Educação, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e União Nacional dos Estudantes (UNE).

Educomunicador é fundamental para comunicação plural

“Há a necessidade de entender que o usuário é protagonista no processo de aquisição de conteúdo. A relação de emitir e receber informação jamais deve ser unidirecional. Um diálogo tem que ser estabelecido”. A afirmação foi feita pelo gerente de programação e jornalismo do Canal Futura, João Alegria, ao iniciar o debate “O profissional da educomunicação”. Nesse contexto, o papel do educomunicador é essencial para estabelecer uma comunicação mais plural, afirmaram os participantes do evento. A discussão fez parte do II Encontro Brasileiro de Educomunicação, ocorrido na última semana em São Paulo (SP), na Escola de Comunicação e Artes (ECA) na Universidade de São Paulo (USP). Ligada ao direito informacional, a educomunicação é uma forma de se comunicar educando, quando algo é escrito ou falado com a intensão de ensinar e trocar informações.

“O perfil do educomunicador para trabalhar na televisão deveria ser um profissional que atua em redes colaborativas, que se configurem como ambientes educacionais de baixa hierarquização, de grande diversidade e autonomia”, ressaltou o gerente do Canal Futura. “Ele pode atuar na realização de programas, na produção, na articulação dos diferentes setores que acabam se relacionando com a televisão e a mobilização social. Isso aponta para uma TV de interesse público”, completou.

A coordenadora do núcleo de comunicação comunitária da Associação Cidade Escola Aprendiz, Marina Rosenfeld, falou sobre o educomunicador na área não formal e ligado à comunicação comunitária. Segundo ela, o profissional deve atuar como um mediador no processo de reflexão e relação com o espaço, a mídia e o outro.

“Tem muita gente que faz educomunicação e não percebe . Trabalhamos com agências comunitárias de notícias e este projeto não será sustentável se a pessoa não se sentir com autonomia suficiente e responsável pelo processo”, afirmou a coordenadora.

Dessa forma, Marina explicou que o educomunicador deve ser muito presente no início das ações com a comunidade, mas que ao longo de tempo a ideia é que os próprios moradores tomem a frente. “Tivemos uma experiência no Grajaú, onde levamos nossos educomunicadores. No processo, trabalhou-se muito com a co-gestão a ponto de que uma pessoa da comunidade se colocou como educomunicador no final e veio aprender como fazer junto com nossos profissionais”.

A Editora da Revista Viração, Lilian Romão, disse que “cada experiência pode ser formativa desde seja possível o olhar com a perspectiva da educomunicação”. Ela lembrou que a publicação surgiu como uma experiência educomunicadora. Hoje em dia, a produção da revista conta com a participação de conselhos editoriais jovens de 22 estados, representantes de escolas públicas e particulares, projetos e movimentos sociais.

Possibilidade de emprego

“Cada vez mais precisamos de profissionais com forte formação humanista, teórica e não técnica. Também, não é só a área de humanas que precisa de educomunicadores”, revelou Maria Cristina Costa, coordenadora do curso de especialização em gestão da comunicação da ECA.

Para ela, a área é emergente até mesmo entre as empresas. O departamento do qual faz parte realizou uma pesquisa, entre outubro de 2007 e abril de 2008, comprovando. A pesquisa analisou os projetos finais dos alunos do curso de especialização em gestão da comunicação. Com o objetivo de desenvolver um projeto de intervenção para uma instituição de sua escolha, a maioria escolheu empresas privadas – 41% dos 234 projetos analisados. “Ou seja, há mercado para esse profissional”, acredita Maria Cristina. Aproximadamente 30% dos alunos escolheram trabalhar com a área pública e 12% no terceiro setor.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Engenharia de nanotecnologia e vinhos são novos cursos para 2011

Os vestibulares de 2011 trazem novas opções de curso. Um deles é a graduação em engenharia de nanotecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), direcionado a estudantes interessados em desenvolver materiais na escala dos átomos e das moléculas. Já os moradores do interior de São Paulo poderão fazer o curso técnico em produção de vinhos e enologia na Escola Técnica (Etec) Benedito Storani, em Jundiaí, a partir de agosto de 2011. vestibulares de 2011 trazem novas opções de curso. Um deles é a graduação em engenharia de nanotecnologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), direcionado a estudantes interessados em desenvolver materiais na escala dos átomos e das moléculas. Já os moradores do interior de São Paulo poderão fazer o curso técnico em produção de vinhos e enologia na Escola Técnica (Etec) Benedito Storani, em Jundiaí, a partir de agosto de 2011.

O curso de engenharia de nanotecnologia será oferecido no vestibular do primeiro semestre de 2011. Segundo a PUC-Rio, o curso é o primeiro da América Latina e o sexto do mundo. O técnico em produção de vinhos e enologia, que tem dois anos de duração, é o segundo do país, de acordo com o diretor da Etec, Eduardo Alvarez. Outro curso do tipo só existe no Rio Grande do Sul.

De acordo com o coordenador do curso de engenharia de nanotecnologia da PUC-Rio, professor Marco Aurélio Cavalcanti Pacheco, o diferencial dos formados no curso será o conhecimento na manipulação e controle de materiais na escala atômica e molecular. "É uma enorme vantagem porque as nanotecnologias produzem inúmeras inovações", disse o professor.

Várias áreas da indústria precisam de profissionais especializados, como fabricantes de cosméticos, de eletrônicos, de fertilizantes, de fármacos e de tintas, segundo Pacheco.

A formação tem uma base científica forte, como as outras engenharias, com o estudo de química, física, materiais e biologia. O enfoque será dado às nanociências. "O profissional tem um conhecimento mais abrangente, menos especializado e sai pronto para qualquer área do setor produtivo", disse Pacheco. A duração do curso é de 4 anos e meio.
Vinhos
O enfoque do curso de vinhos da Etec Jundiaí serão as técnicas para produção, como implantação do parreiral, espécies adaptadas à região de Jundiaí, sistema de poda, colheita e processamento. Além disso, haverá aulas sobre a fase enológica, como rotulagem e condicionamento.
Segundo o diretor, a ideia do curso surgiu em discussões com produtores da região de Jundiaí. "Tudo começou em pequenos cursos com produtores rurais", disse Alvarez. Para o curso começar, precisam chegar à escola equipamentos para laboratório.
Foguetes
Quem tem interesse em foguetes pode ainda buscar uma das dez novas vagas do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), que abriu o curso de engenharia aeroespacial.
O curso foi criado para atender as necessidades do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), dos ministérios da Defesa e de Ciência e Tecnologia, segundo o coordenador do curso, professor Ezio Castejon. "O curso vai atender as áreas críticas de foguetes, satélites e campos de lançamento", disse o professor. A previsão é que as dez vagas abertas cheguem a 25 ou 30 em dois anos.
Como outros cursos de engenharia, os estudantes fazem disciplinas gerais de engenharia nos dois primeiros anos e começam a se especializar no terceiro. O curso dura cinco anos.
Os temas abordados estarão dentro de três grandes áreas, que são navegação e guiamento, propulsão e aerodinâmica e eletrônica para aplicações espaciais. As inscrições para o vestibular do ITA estão abertas até 15 de setembro.

UFRN: Área de neurociências ganha impulso com supercomputador


São Paulo, 30/8/2010 — Dentro de duas semanas, o Instituto de Neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) receberá um supercomputador, doado pela Escola Politécnica Federal de Lausanne, Suíça. O equipamento será instalado no campus do Cérebro da UFRN, no município de Macaíba. São Paulo, 30/8/2010 — Dentro de duas semanas, o Instituto de Neurociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) receberá um supercomputador, doado pela Escola Politécnica Federal de Lausanne, Suíça. O equipamento será instalado no campus do Cérebro da UFRN, no município de Macaíba.

A cerimônia de assinatura da doação do supercomputador ocorreu nesta segunda-feira, 30, no Consulado da Suíça em São Paulo. Firmaram o acordo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente da Escola Politécnica Federal de Lausanne, Patrick Aebischer, e o conselheiro federal suíço Didier Burkhalter.

A doação resultou da parceria entre o Ministério da Educação e a Associação Alberto Santos Dumont para a Pesquisa, entidade presidida pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolélis. Ele recebeu o equipamento da Escola de Lausanne e o repassou ao governo federal brasileiro.

Na cerimônia, o ministro Fernando Haddad destacou a importância da nova tecnologia nas pesquisas brasileiras. “O impacto será imediato na educação superior, mas em médio e longo prazos toda a educação básica vai sentir os efeitos positivos das inovações”, afirmou. A descentralização de projetos de pesquisas em ciências e educação para a região Nordeste também foi lembrada pelo ministro.

O equipamento que será instalado na UFRN é um supercomputador BlueGene/L, da IBM, com capacidade de 22 teraflops (um teraflop equivale a um trilhão de operações por segundo), pesa duas toneladas e custa em torno de R$ 22 milhões. Entre as possibilidades que oferece, permite a análise de dados de atividade cerebral, de genomas e de modelos biológicos.

Campus — Com recursos do MEC, a UFRN está construindo o campus do Cérebro. As obras devem ser concluídas em 2011. O Instituto de Neurociências também recebe verbas do governo do Rio Grande do Norte e doações de entidades de pesquisas. O campus será especializado em neurociências, com ênfase em educação.

Concurso para obras inéditas está com inscrições abertas

Escritores brasileiros e de países africanos de língua portuguesa podem inscrever livros para a quarta edição do concurso Literatura para Todos que, neste ano, vai distribuir R$ 90 mil às nove melhores obras. As inscrições começam nesta sexta-feira, 27, e se estendem até 13 de outubro. Escritores brasileiros e de países africanos de língua portuguesa podem inscrever livros para a quarta edição do concurso Literatura para Todos que, neste ano, vai distribuir R$ 90 mil às nove melhores obras. As inscrições começam nesta sexta-feira, 27, e se estendem até 13 de outubro.

Para concorrer, os autores devem apresentar livros inéditos, dirigidos a neoleitores jovens, adultos e idosos em processo de alfabetização e matriculados em turmas de educação de jovens e adultos nas redes públicas da educação básica. Conforme o edital do concurso, as obras literárias devem ter narrativa atraente, favorecer o envolvimento afetivo e apresentar uma leitura do mundo.

Reafirmar o valor da leitura e da palavra escrita e contribuir para a formação de uma comunidade leitora, capaz de compreender a função de ser e estar no mundo, além dos modos de produção social e cultural, são objetivos desta iniciativa do Ministério da Educação. Estreitar laços culturais com os países africanos de língua portuguesa é outra finalidade.

A quarta edição vai selecionar duas obras dos gêneros: prosa (conto, novela ou crônica), poesia, texto da tradição oral (em prosa ou em verso); e uma obra de perfil biográfico e dramaturgia. Os concorrentes dos países africanos – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe – podem escolher uma das cinco modalidades.

As inscrições de autores brasileiros e africanos serão feitas com o envio dos originais. No Brasil, o livro deve ser enviado para o endereço: IV Concurso Literatura para Todos – Ministério da Educação, Esplanada dos Ministérios, Bloco L, sala 209. CEP 70047-900 – Brasília – DF. Os africanos encaminham as obras para as embaixadas do Brasil em seus países.

Cada autor pode participar com um trabalho inédito, mas é admitida a co-autoria. Os originais devem ser apresentados em CD e em seis cópias impressas, em envelope único, lacrado e com pseudônimo. Está vedada a participação de servidores vinculados ao Ministério da Educação e de seus parentes. Professores das instituições federais, estaduais, confessionais e comunitárias de educação superior podem concorrer.

A página eletrônica da Secretaria de Educação Continuada, alfabetização e Diversidade (Secad) traz o Edital nº 5/2010 do Literatura para Todos.

Concurso - Criado em 2006, o concurso Literatura para Todos já selecionou 30 títulos nas edições de 2006 (dez livros), de 2007/2008 (nove, incluindo um livro que recebeu menção honrosa) e de 2009 (nove, incluindo uma menção honrosa. Desde 2008, a coleção integra o Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE) do Ministério da Educação.

Ministro recebe título de professor Honoris causa em Minas Gerais

Lavras (MG), 30/8/2010 – O ministro da Educação, Fernando Haddad, recebe nesta segunda-feira, 30, o título de Professor Honoris causa da Universidade Federal de Lavras (UFLA), durante as comemorações do 102º aniversário da instituição mineira. Vários eventos estão programados, incluindo homenagens a servidores aposentados e a ex-alunos. Lavras (MG), 30/8/2010 – O ministro da Educação, Fernando Haddad, recebe nesta segunda-feira, 30, o título de Professor Honoris causa da Universidade Federal de Lavras (UFLA), durante as comemorações do 102º aniversário da instituição mineira. Vários eventos estão programados, incluindo homenagens a servidores aposentados e a ex-alunos.

O título, uma honraria atribuída pelos conselhos Universitário e de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFLA, distingue personalidades que tenham contribuído para a educação, ciência e cultura de maneira geral e, especificamente, para a instituição. É concedido somente a professores ou cientistas ilustres não pertencentes à UFLA, mas que a ela tenham prestado relevantes serviços.

As festividades serão abertas às 15h, no Salão de Convenções, com uma sessão solene dos conselhos superiores, quando será outorgado o título. Durante a solenidade, serão apresentados vários projetos estruturantes e obras iniciadas e concluídas na atual gestão. Entre elas, o plano ambiental da UFLA; as melhorias no sistema de rede elétrica e de saneamento básico; a instalação de estação de tratamento de esgoto, abastecimento de água e de gerenciamento de resíduos sólidos e de laboratórios; a duplicação de avenidas e novas vias de acesso ao campus; a pavimentação de estacionamentos; a criação de novos espaços de convivência; obras de preservação de nascentes e matas ciliares e acessibilidade.

As comemorações continuam na terça-feira, 31, com uma missa em ação de graças na capela ecumênica da universidade e um seminário sobre o futuro do esporte na UFLA, com a participação de professores, técnicos administrativos e estudantes. Nos dias seguintes haverá homenagens aos servidores e aos ex-alunos.

Intercâmbio começa já aos sete anos

 Mesmo sendo difícil para os pais deixar filhos pequenos sozinhos por um período longo de tempo, a prática em outro idioma, a experiência cultural, as novas amizades e o amadurecimento propiciado pela viagem são os motivos apontados pelas famílias para permitirem os intercâmbios - de curta ou longa duração. Tradicionalmente voltados para estudantes do ensino médio, os intercâmbios para o exterior expandiram seu perfil, diversificaram as opções e são oferecidos hoje para crianças a partir dos sete anos.Mesmo sendo difícil para os pais deixar filhos pequenos sozinhos por um período longo de tempo, a prática em outro idioma, a experiência cultural, as novas amizades e o amadurecimento propiciado pela viagem são os motivos apontados pelas famílias para permitirem os intercâmbios - de curta ou longa duração.

"Dá medo e a saudade é tanta que chega a doer, mas a gente sabe que é para o crescimento deles", relata a engenheira química Luciana Dellape Baptista. Seu filho mais velho, Adalmiro, hoje com 16 anos, já fez três intercâmbios. No primeiro, ele tinha acabado de completar 14 anos. Gostou tanto que continuou fazendo nos anos seguintes. O mais novo, Rodrigo, foi em julho, aos 13, para os Estados Unidos.

"Logo no primeiro dia, do primeiro intercâmbio que eu fiz, perdi o último ônibus para a escola", conta Adalmiro. "A vontade era ligar para meus pais me buscarem, mas tive de resolver sozinho", diz. O garoto encarou sozinho uma caminhada de alguns quilômetros e conseguiu chegar sozinho.

Para a gerente da STB, Marcia Mattos, a mudança no perfil de quem procura a empresa tem relação com mudanças na sociedade. "Com toda essa informação de hoje, os meninos têm vontade cada vez mais cedo de fazer um intercâmbio. E muitos pais também já fizeram, então estão mais informados", explica.

Pais que reconhecem a importância do intercâmbio, mas não conseguem deixar os filhos sozinhos, podem optar por programas familiares. "Há um número de escolas que também acolhem famílias, mas os pais conseguem dar a liberdade e ficar por perto ao mesmo tempo", diz Fabio Carola, gerente da IE intercâmbio.

O professor universitário Sergio Magaldi e sua mulher ficaram seis semanas estudando no Canadá antes de deixar o filho, João Vicente, passar um ano e meio sozinho no país. "O interessante foi ter algo de acordo com cada perfil. Eu e minha mulher ficamos na casa de uma senhora, enquanto meu filho ficou em uma casa com pessoal mais novo, mas na mesma cidade", diz.

Diversão. Além de estudar bastante, quem viaja nas férias quer também se divertir. "Muitos aproveitam os meses de férias para não interromper os estudos, mas sabemos que o objetivo também é passear", afirma Adriana Covelo, da Bex Intercâmbio. A empresa Experimento, por exemplo, tem um intercâmbio para adolescentes na Disney. Thaís Camargo, de 15 anos, adorou passar as férias em um intercâmbio no Canadá. "Aprendi muito e conheci um lugar diferente. Nem deu tempo de ter saudade de casa."

O estudante Daniel Rocha Correa, de 15 anos, também aproveitou para passear durante sua temporada em Ascot, Grã-Bretanha. "Fui umas mil vezes para Londres. Visitamos até Paris. Foram as férias das férias", afirma. "Entre os mais novos, muitos querem ir mesmo pela viagem. Os mais velhos que pensam no aprendizado e na questão cultural ", diz Adriano Pioli, da CI.

Oportunidade. Todos os anos, os United World Colleges, rede com 13 colégios em vários países, recebem jovens com idades entre 15 e 19 anos para dois anos de estudos e convívio multicultural. Os interessados em concorrer às bolsas para o período de 2011-2013 podem se inscrever até o dia 4/11 pelo site da entidade http://www.uwc.org.br/


PRESTE ATENÇÃO

1. Planejamento. Programe-se com antecedência, pois há muitos detalhes a serem acertados, desde escolher o destino e juntar dinheiro até tirar visto e comprar roupas adequadas.

2. Empresa. Antes de fechar contrato, investigue a companhia, veja se há reclamações no Procon ou consulados, fale com pessoas que já tenham viajado por ela.

3. Amigos. Adolescentes se sentem mais seguros em viajar com amigos, mas quando chegarem ao destino devem procurar a companhia de estrangeiros, para não falarem só português.

"Moodle para Autores e Tutores" ensina bê-a-bá de ferramenta para ensino à distância

"Moodle para Autores e Tutores: Educação a Distância na Web 2.0" (Novatec, 2010), do pedagogo Robson Santos da Silva, mostra como montar cursos de ensino não presenciais e tutorar atividades pedagógicas no ambiente virtual.

Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment, também conhecido como "Sistema de Gestão da Aprendizagem") é um programa de computador de distribuição gratuita usado por universidades e escolas do Brasil para práticas de ensino colaborativo e à distância. "Moodle para Autores e Tutores: Educação a Distância na Web 2.0" (Novatec, 2010), do pedagogo Robson Santos da Silva, mostra como montar cursos de ensino não presenciais e tutorar atividades pedagógicas no ambiente virtual.

Moodle (Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment, também conhecido como "Sistema de Gestão da Aprendizagem") é um programa de computador de distribuição gratuita usado por universidades e escolas do Brasil para práticas de ensino colaborativo e à distância.
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O livro traz experiências práticas de diversas instituições educacionais mescladas à teoria. De acordo com o autor, sua organização permite visualizar e colocar em prática as potencialidades de aplicação da ferramenta, com formas interessantes de compor salas e ambientes virtuais com o objetivo de favorecer as contribuições dos participantes.

Robson Santos da Silva é diretor da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância).

Como utilizar o TCC para abrir portas no futuro?

"Um bom trabalho de TCC pode ser usado como portfólio do candidato a uma vaga de trainee ou emprego, valendo mencioná-lo no currículo. A avaliação se dará em função da relevância do tema do TCC para a atividade da empresa", afirma a supervisora de relacionamento com instituições de ensino do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Laura Alves. SÃO PAULO - O último desafio do estudante na universidade pode ser encarado como uma porta de entrada para o seu futuro. O TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) por muitas vezes é usado como principal chamariz no currículo para se conseguir um emprego.

"Um bom trabalho de TCC pode ser usado como portfólio do candidato a uma vaga de trainee ou emprego, valendo mencioná-lo no currículo. A avaliação se dará em função da relevância do tema do TCC para a atividade da empresa", afirma a supervisora de relacionamento com instituições de ensino do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Laura Alves.

Segunda a profissional, o estudante deverá ter cuidado com a estruturação, a fundamentação, o texto, as ilustrações e a formatação, enfim, empenhar-se ao máximo em apresentar um projeto de qualidade, lembrando que existem técnicas específicas para essa tarefa.

O próprio CIEE, por exemplo, mantém em seu site um curso gratuito de Educação à Distância, que visa apresentar subsídios teóricos e práticos referentes às etapas que compõem o desenvolvimento de um trabalho científico, seja um TCC, uma monografia, uma dissertação ou tese, por meio de exemplos e estruturas de fácil entendimento.

TCC na empresa

O TCC pode, inclusive, ser aplicado em uma empresa. "Ao abrir suas portas para um estudante fazer uma análise de caso, a empresa vê a oportunidade de iniciar um bom relacionamento com futuros profissionais ou parceiros; de ter sua corporação analisada em ambiente acadêmico; de identificar pontos positivos e negativos de sua atuação; e, em alguns casos, a possibilidade de adotar o projeto com vistas à melhoria de processos e produtos", reconhece a especialista do CIEE.

Contudo, Laura recomenda que, se a empresa for objeto exclusivo do TCC do estudante, ele terá de procurá-la para desenvolver o projeto. Caso a companhia seja apenas parte do trabalho ou uma das fontes, é importante (tanto para o projeto quanto para o contato) que o jovem se informe antes sobre ela, por meio de seu site ou dos noticiários.

"É importante também estar munido de uma carta de indicação do professor-orientador. Depois de concluído o TCC, o jovem deve encaminhar cópias para a pessoa que o atendeu e para o presidente da empresa, com cartas de agradecimento", avalia a especialista.

De fato, a contratação, a partir de um TCC, pode ou não acontecer e dependerá do fato da existência ou não de vagas na companhia. Entretanto, é importante demonstrar interesse em trabalhar ou em ser efetivado, revela Laura.

Trabalhando para o futuro

A mesma regra do trabalho de conclusão eficiente se enquadra no curso de Sistemas para Internet, da Veris Faculdades, onde, por meio do projeto "TCC Profissionalizante", os alunos ganham a chance de se prepararem para o mercado de trabalho praticando responsabilidade social.

Coordenado pelo professor Jefferson Pezeta, o projeto, que possui parceria com diversas ONGs (Organizações Não-Governamentais), proporciona ao estudante a chance de desenvolver ou reformular um site para uma destas instituições.

“A elaboração do TCC começa no segundo semestre do curso com a orientação de professores especializados. Os alunos desenvolvem o projeto com foco nas necessidades da instituição selecionada e, durante esse período, apresentam sugestões e melhorias, fazendo os ajustes necessários de acordo com as orientações da entidade para quem estão trabalhando”, afirma Pezeta.

De acordo com o professor, a iniciativa ajuda o aluno a se colocar no mercado de trabalho, já que o produto desenvolvido por ele poderá ser utilizado como parte de seu portfólio de apresentação. Cerca de cem alunos já passaram pelo projeto, segundo ele.

Cespe/UnB e Fundação Cesgranrio aplicarão Enem 2010

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, previstas para os dias 6 e 7 de novembro, serão aplicadas novamente pelo consórcio formado pelo Cespe/UnB e a Fundação Cesgranrio.

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, previstas para os dias 6 e 7 de novembro, serão aplicadas novamente pelo consórcio formado pelo Cespe/UnB e a Fundação Cesgranrio.

O contrato com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi assinado no último dia 20 de agosto, no valor de R$ 128.542.405,12. As etapas de aplicação e correção das provas objetivas serão compartilhadas entre as duas instituições, sendo que o Cespe/UnB responderá pelo Distrito Federal e mais 13 estados: Acre, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins. Já a correção das provas de redação será de novo de responsabilidade exclusiva do Cespe/UnB, que vai capacitar professores de Língua Portuguesa para trabalhar no processo.

A entrega do banco de dados contendo a análise estatística dos itens das provas objetivas e as notas das redações ocorrerá 65 dias após a aplicação do Exame. Mais de 4,6 milhões de estudantes estão inscritos para o Exame deste ano.

UnB abre 680 vagas de graduação e especialização a distância

A Universidade de Brasília (UnB) receberá até o dia 12 de setembro inscrições para dois processos seletivos para o ingresso em cursos de graduação e especialização a distância. Por meio do programa Universidade Aberta do Brasil, promovido pelo MEC, são oferecidas 680 vagas

A Universidade de Brasília (UnB) receberá até o dia 12 de setembro inscrições para dois processos seletivos para o ingresso em cursos de graduação e especialização a distância. Por meio do programa Universidade Aberta do Brasil, promovido pelo MEC, são oferecidas 680 vagas. Os interessados poderão se inscrever pelos endereços www.cespe.unb.br/vestibular/uab_graduacao2010 e www.cespe.unb.br/vestibular/uab_especializacao2010. A taxa é de R$ 50,00.

Para graduação, são 280 no curso de bacharelado em Administração Pública. As demais estão divididas entre os cursos de Especialização em Gestão Pública (200) e Especialização em Gestão de Saúde (200).

As aulas serão ministradas pela própria UnB e haverá atividades presenciais obrigatórias nas cidades polos de Santa Maria e Ceilândia, no Distrito Federal; Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre; e Barretos, em São Paulo. As provas objetivas para as duas seleções estão previstas para 17 de outubro.

As informações sobre este processo foram divulgadas pela faculdade ou instituto responsável pelo exame. Nem sempre as alterações no processo são informadas ao Terra Vestibular. Em caso de dúvidas, consulte diretamente o site da instituição.

Ações afirmativas estão em 71,4% das universidades públicas, diz estudo

Ações afirmativas estão presentes em 71,4% das universidades federais e estaduais do país neste ano, mostra estudo do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), ligado à Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O resultado da pesquisa foi publicado nesta segunda-feira (28) pelo jornal Folha de S.Paulo. O estudo foi feito em 98 universidades.

Ações afirmativas estão presentes em 71,4% das universidades federais e estaduais do país neste ano, mostra estudo do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp), ligado à Universidade Estadual do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O resultado da pesquisa foi publicado nesta segunda-feira (28) pelo jornal Folha de S.Paulo. O estudo foi feito em 98 universidades.
O levantamento é feito desde 2003 pelo grupo, coordenado pelo professor de Ciências Políticas do Iesp, João Feres Júnior. De acordo com ele, o resultado mostra que há um processo de democratização da educação superior no país, iniciado em 2002 com os primeiros programas de ações afirmativas.

“Existe um grande movimento de democratização da universidade pública no Brasil. Está se dando não de cima para baixo, mas de baixo para cima na universidade. Esse movimento de democratização leva em consideração tanto questões de classe, a escola pública, na verdade, é relacionado à classe social, como questões de desigualdade racial”, disse Feres Jr.

De acordo com o levantamento, 77% das universidades começaram a oferecer os programas por decisão de seus conselhos universitários e 23% devido à legislações estaduais.“Não existe nem uma lei federal que regulamente políticas de ação afirmativa seja aprovada pelo Congresso ou proposta pelo Executivo”, disse.

Do total de universidades com ações afirmativas, 50% são cotas, 10% são bônus, 27% combinam cotas e acréscimo de vagas, 7% combinam cota e bônus, 4% têm apenas acréscimo de vagas e 1% têm bônus e acréscimo de vagas.

Segundo a pesquisa, 54% das universidades federais têm ações afirmativas contra 46% das estaduais.

Apesar de o debate público ser mais forte com relação às cotas para negros, segundo Feres Jr, o estudo mostra que 87% dos programas são direcionados a estudantes de escolas públicas em geral. As cotas para negros estão em 57% do total oferecido e as cotas para indígenas estão em 51% do total. Dentre os 57% que oferecem cota para negro, 75% estão combinadas com exigência de estudos em escola pública e renda baixa.

A distribuição das ações afirmativas pelas regiões do país é razoavelmente homogênea, de acordo com Ferez Jr., com índice um pouco mais baixo no Sul e no Norte. O Sudeste conta com ações em 88% das universidades públicas, o Nordeste tem 79%, o Centro-Oeste tem 87%, o Sul tem 54% e o Norte tem 42%.

Dorina Nowill morre aos 91 anos em SP

A pedagoga Dorina Nowill, de 91 anos, morreu por volta das 19h30 deste domingo (29), em São Paulo. Ela estava internada por conta de uma infecção e sofreu uma parada cardíaca no Hospital Santa Isabel. A pedagoga Dorina Nowill, de 91 anos, morreu por volta das 19h30 deste domingo (29), em São Paulo. Ela estava internada por conta de uma infecção e sofreu uma parada cardíaca no Hospital Santa Isabel.

Cega desde os 17 anos, Dorina criou uma fundação que leva seu nome. A entidade produz e distribui livros em braille para deficientes visuais.

Ela deixa cinco filhos, 12 netos e três bisnetos. O velório está marcado para as 8h desta segunda-feira (30) na seda da fundação, localizada na Zona Sul de São Paulo. O enterro acontecerá às 15h30, no Cemitério da Consolação.

domingo, 29 de agosto de 2010

Escolas não salvam o mundo, diz secretária do MEC

Para a secretária do MEC Maria do Pilar, o maior desafio na educação 
do próximo presidente é garantir escola para todos os alunos de 4 a 17 anos

Chegar aos mesmos níveis de qualidade educacional dos países desenvolvidos exigirá do Brasil mais do que investimento nas escolas. A opinião é da secretária de Educação Básica do Ministério 
da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva. Em entrevista ao iG, ela diz que é preciso tirar o caráter “salvacionista” da educação. Chegar aos mesmos níveis de qualidade educacional dos países desenvolvidos exigirá do Brasil mais do que investimento nas escolas. A opinião é da secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva. Em entrevista ao iG, ela diz que é preciso tirar o caráter “salvacionista” da educação.

“Não dá para pensar em uma melhora profunda da educação sem melhorar o país como um todo”, ela admite. No entanto, a mineira, formada em história pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), acredita que o Brasil tem motivos para comemorar. Para ela, a população passou a exigir qualidade e políticas que resolvam os problemas do País.

Para Pilar, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – que mede a qualidade de ensino em escolas, redes e municípios – está contribuindo para mudar o ensino oferecido pelas escolas do País. Primeiro, serve de medida de avaliação. Depois, passou a definir políticas e estratégias para vencer desafios. “O resultado virá em médio prazo. Mas as mudanças estão acontecendo. A sociedade acompanha o Ideb hoje e cobra responsabilidades”, diz.

Pilar conversou com o iG sobre os resultados do Ideb dias após a equipe de reportagem do portal ter percorrido, no início do mês, 1.000 quilômetros pela Bahia, o Estado que amarga algumas das notas mais baixas do Brasil no índice. Desde segunda-feira, uma série de reportagens mostrou a realidade que justifica o desempenho das escolas de quatro municípios.

Professora da rede pública em Minas Gerais, desde 1976, Pilar já foi secretária municipal de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte e presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Para ela, os municípios se tornaram foco das políticas, especialmente os que mais precisam. “Invertemos a lógica”, afirma.


iG: Qual a importância do Ideb para o País hoje, em sua avaliação?
Pilar: Ter uma medida da qualidade de ensino e oferecer um norte para as políticas públicas, que oriente a tomada de decisão em todos os níveis. Em nível local, nos municípios, acho que o mais importante foi que o Ideb proporcionou que eles tivessem consciência do próprio desempenho. O Ideb só tem sentido se servir para orientá-los a melhorar.

iG: O que mudou na educação brasileira a partir do Ideb?
Pilar: Acho que a criação do índice mudou a orientação das políticas do MEC para os municípios. O regime de colaboração tomou outro rumo a partir da primeira divulgação do Ideb. Antes, a transferência de recursos voluntária – aquela além da obrigatória – era feita para os municípios que apresentavam projetos. Passamos a dar prioridade aos que eram mais frágeis depois do Ideb. Invertemos a lógica. Acredito que os gestores das escolas também estão mais conscientes sobre sua situação e mais focados nos projetos pedagógicos. A cultura de avaliar e planejar a partir dos próprios resultados está chegando às escolas e isso só foi possível por causa do Ideb.

iG: E o que ainda deve ser mudado?
O interior da escola - professores, pais e alunos – precisa se apropriar mais desses resultados. É preciso promover debates internos sobre eles, para que as próprias escolas tomem decisões a partir daí. Até o Ideb, não havia essa cultura de avaliação, a escola não se conhecia, não havia comparação possível ou preocupação com esse desempenho. Mas essa apropriação do Ideb pela escola ainda é muito frágil.

iG: Muitas variáveis externas à escola influenciam diretamente a qualidade da educação e não são mensuráveis. A senhora acredita que algumas sejam mais determinantes? Como a sociedade deve olhar o Ideb, sabendo que não é capaz de medir tudo o que influencia o ensino?
Pilar: É muito importante lembrar que os fatores extraescolares são muito determinantes para o sucesso escolar. Nenhum dos países desenvolvidos na área educacional tem uma distribuição de renda ruim. Não dá para pensar em uma melhora profunda da educação sem melhorar o País como um todo. Educação é necessária, mas não é suficiente para salvar o mundo. É preciso reconhecer as especificidades de cada local e articular trabalhos com outros setores, como a saúde, a assistência e até a área que cuida de planejamento urbano, como rede de água, esgoto, asfaltamento. O Ideb é muito importante porque aponta os lugares frágeis e os que têm bons resultados. As avaliações devem ser feitas para garantir aprendizagem para todos. Não adianta reprovar crianças para não fazerem a Prova Brasil ou passar todo mundo sem que tenham aprendido. Nenhuma pode ficar para trás.

iG: O que a senhora acredita que pode ser feito para mudar realidades como as que a reportagem do iG visitou e apresentou a você?
Pilar: É importante fortalecer as áreas do campo, para que as pessoas permaneçam nesses locais e se fortaleça uma massa crítica local. Criar políticas em diferentes frentes como saúde, assistência social. Interiorizar as universidades federais e as escolas técnicas, porque onde tem campus tem pesquisa, mestrado, doutorado. Isso mantém a juventude na região, formando a massa crítica que vai atuar nas escolas e criar políticas públicas. Coisas que impactam positivamente na educação.

iG: Qual o maior desafio na área educacional que ficará para o próximo presidente, em sua opinião?
Pilar: O maior desafio será garantir escola para todos os alunos de 4 a 17 anos, tudo ao mesmo tempo e agora. A ampliação do ensino obrigatório foi aprovada recentemente. Três milhões de brasileiros ainda estão fora da escola e, até 2016, terão de estar incluídas. Isso significa garantir espaço físico, vaga e projetos pedagógicos contemporâneos que garantam permanência com aprendizagem. Acho que o próximo presidente não deve mexer no Ideb por enquanto. É preciso dar mais tempo ao processo para pensar em ajustes.

Site pretende atuar como SiSU das faculdades particulares

Um consórcio formado por três empresas da área de educação lançou nesta quinta-feira (26) um sistema que funcionará como uma espécie de Sistema de Seleção Unificada (SiSU) das universidades particulares. O SiSu, criado pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, seleciona estudantes para universidades federais.

Um consórcio formado por três empresas da área de educação lançou nesta quinta-feira (26) um sistema que funcionará como uma espécie de Sistema de Seleção Unificada (SiSU) das universidades particulares. O SiSu, criado pelo Ministério da Educação (MEC) no ano passado, seleciona estudantes para universidades federais.

O objetivo dos idealizadores é que os estudantes tenham acesso a vagas em instituições de todo o país pelo site Faculdade Já. A seleção será feita pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Após manifestar interesse pela vaga em uma universidade conveniada ao site, o estudante tem três dias para comprovar os dados. Se isso não ocorrer, a vaga volta para o sistema.

Segundo João Mesquita, um dos diretores do site, as inscrições dos estudantes serão gratuitas. "A ideia é criar um sistema mais rápido, muito mais econômico, e com um viés democrático, porque o aluno só pode ocupar uma vaga, o que impede que faça vários vestibulares e ocupe outras vagas, que depois ficarão desocupadas", afirmou. As universidades terão de pagar uma porcentagem das matrículas feitas pelo sistema ao site.

A previsão é que a seleção de estudantes comece em 10 de novembro e seja permanente.
Cerca de 30 instituições estão prestes a fechar convênio com o site e outras 150 mostraram interesse, de acordo com Mesquita. "Nosso foco é nas pequenas e médias instituições", disse.

As empresas que participam do consórcio são a Promagister, especializada em recrutamento e seleção na área de educação, a Aluno Nota 10, que desenvolve provas e simulados sobre o Enem, e a Colégio 24 Horas, empresa de tecnologia voltada para soluções na área de educação.

Sem funcionários, escola usa alunos na faxina

 Na Escola Estadual Maria Helena Barbosa Martins,
em Guarulhos (SP), alunos precisam ajudar a tirar o lixo

Alunos e funcionários --que antes trabalhavam apenas com a merenda-- da Escola Estadual Maria Helena Barbosa Martins, em Guarulhos (Grande São Paulo), precisam tirar o lixo da sala de aula todos os dias. Como outras unidades da rede estadual, a escola sofre com o atraso na contratação de empresas terceirizadas para o serviço, causado por mudança administrativa do governo -que obrigou à reabertura dos pregões para escolha de novas prestadoras. Alunos e funcionários --que antes trabalhavam apenas com a merenda-- da Escola Estadual Maria Helena Barbosa Martins, em Guarulhos (Grande São Paulo), precisam tirar o lixo da sala de aula todos os dias. Como outras unidades da rede estadual, a escola sofre com o atraso na contratação de empresas terceirizadas para o serviço, causado por mudança administrativa do governo -que obrigou à reabertura dos pregões para escolha de novas prestadoras.
Segundo a Secretaria Estadual da Educação, 213 colégios já ficaram ou ficarão sem os funcionários terceirizados até 3 de setembro. A rede de ensino possui 5.000 escolas.

Em quatro colégios de Guarulhos visitados nesta semana pela Folha, todos contavam com cerca da metade do quadro de funcionários. 'Fica ruim para os alunos, que têm de catar lixo ou varrer a sala. Na última reunião, alguns pais se colocaram à disposição para ajudar', disse Edjane Lopes, 38, mãe de uma aluna da sexta série da escola Maria Helena Barbosa Martins.

A dificuldade ocorre porque o governador Alberto Goldman (PSDB) vetou, em junho, a participação de cooperativas em licitações, agora restritas a empresas. O chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula, diz haver falta de funcionários apenas em 'casos pontuais', que serão solucionados rapidamente.

Notícias » Notícias Para ajudar filhos com as notas, pais voltam à escola

Professores e diretores de 116 escolas municipais do Rio de Janeiro estão presenciando um fenômeno em sala de aula. Parentes de alunos que se sentiam impotentes para ajudar nos deveres de casa são os mais novos aliados no combate ao analfabetismo funcional e à evasão escolar. A estratégia do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) é simples: os adultos interessados em completar o Ensino Fundamental são matriculados na unidade onde estão seus filhos, sobrinhos, irmãos caçulas e até netos. Os resultados superaram as expectativas: as notas subiram e aumentou o comprometimento das famílias com a educação das crianças.

Professores e diretores de 116 escolas municipais do Rio de Janeiro estão presenciando um fenômeno em sala de aula. Parentes de alunos que se sentiam impotentes para ajudar nos deveres de casa são os mais novos aliados no combate ao analfabetismo funcional e à evasão escolar. A estratégia do Programa de Educação de Jovens e Adultos (Peja) é simples: os adultos interessados em completar o Ensino Fundamental são matriculados na unidade onde estão seus filhos, sobrinhos, irmãos caçulas e até netos. Os resultados superaram as expectativas: as notas subiram e aumentou o comprometimento das famílias com a educação das crianças.

A Secretaria Municipal de Educação estima que, dos 25.746 alunos inscritos no Peja, 1.740 já estudam no mesmo espaço dos pequenos. "Faz parte da nossa política que a criança avance, envolvendo pais e parentes no processo, porque a escolaridade deles é importante para que entendam a importância da escola na vida dos filhos. E a criança que tiver parente no Peja tem prioridade de matrícula", disse a secretária Cláudia Costin.

Histórias de inspiração
Exemplos de inspiração se multiplicam no Peja. Em Realengo, na Escola Municipal Luís da Câmara Cascudo, a maranhense Maria Lúcia Ramos, 42, matriculou o filho, Moisés Alex Ramos, 16, e ela mesma, com um pedido especial: "ficar na mesma sala de aula que ele", explicou. Com apoio da direção, Maria Lúcia e Moisés estão orgulhosos: ambos superaram o desafio e vão se formar juntos. "E a gente vai fazer faculdade de Direito juntos", garantiu.

No pátio da Escola Municipal Rubens Berardo, em Inhaúma, quem vê a vovó Eulália Matias França, 56 anos, pode até confundi-la com uma inspetora. Natural do Rio Grande do Norte, a mulher tranquila, de cabelos pintados de preto, voltou a estudar 41 anos após largar o antigo primário no Nordeste. Mãe de cinco filhos, Eulália se inspirou nas dificuldades de aprendizado da netinha Marcele França de Souza, 11, aluna do 5º ano do Ensino Fundamental da mesma unidade. "Agora é muito legal! O que não sei, ela me ensina e o que ela não sabe, eu ensino", resume Marcele. "Como recomecei, vou até o fim. Só largo os cadernos quando completar o científico", observa Eulália, referindo-se ao antigo nome do Ensino Médio. A entrada em cena da vovó no Peja do colégio transformou os conceitos da netinha de "regular", em Matemática e Português, em "bom" e "muito bom".

Especialista em alfabetização de jovens e adultos, a pedagoga Ana Paula Moura, da UFRJ, disse que o modelo de ensino do Peja, utilizado no Município do Rio, é pioneiro ao permitir que alunos e responsáveis frequentem o mesmo espaço.

"Pesquisas mostram que a política pública de ensino precisa de estratégias para não ficar nas mãos de organizações, aumentando o vínculo dos alunos com as unidades de ensino, fortalecendo a escola e a comunidade", analisa a pedagoga.

Ana Paula Moura destacou que o esforço das pessoas em voltar aos estudos merece ser respeitado. "Serve de exemplo não só para os filhos e netos, mas também para todo mundo na sala de aula", disse.

"Interessante é que provoca reação em cadeia, fazendo outras pessoas tomarem a mesma decisão", completou ela, que produz vídeos com declarações de ex-analfabetos no curso de formação de professores da UFRJ.

sábado, 28 de agosto de 2010

Universidades públicas vão receber estudantes vítimas do terremoto no Haiti

Universidades públicas brasileiras vão receber estudantes haitianos que ficaram sem condições de estudar após o terremoto que devastou o país no começo do ano. Universidades públicas brasileiras vão receber estudantes haitianos que ficaram sem condições de estudar após o terremoto que devastou o país no começo do ano.

A expectativa é que até 500 alunos passem um ano e meio estudando no Brasil. O tremor de terra de janeiro destruiu grande parte das universidades haitianas.

Os primeiros alunos devem chegar em setembro ou outubro. A vinda deles está prevista em um acordo de cooperação para a reconstrução do sistema de educação superior da ilha assinado pelos dois governos.

Até agora, de acordo com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), quatro universidades confirmaram interesse em participar no programa: Unicamp, UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Universidade Federal do Rio Grande do Sul e UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). No total, essas universidades estão oferecendo 172 vagas para os haitianos.

O total de bolsas oferecidas pela Capes é de 500, em um período de três a quatro anos. Ao todo, foram convidadas para participar do programa 22 universidades.

Nos primeiros seis meses, os alunos terão aulas intensivas de português --o idioma oficial do Haiti é o francês, mas quase toda a população fala o dialeto crioulo.

Depois, cursarão disciplinas de carreiras como medicina, enfermagem, arquitetura e engenharias. As áreas escolhidas, diz a Capes, são estratégicas, ligadas ao processo de reconstrução.

Segundo o secretário de Relações Internacionais da UFSC, Enio Luiz Pedrotti, os alunos terão que cursar o últimos período no Haiti, para garantir que retornem. O programa, diz ele, também visa impedir que os alunos percam aulas e desistam do ensino superior.

A Capes dará uma bolsa mensal de R$ 500 para os estudantes, além de passagens aéreas e uma verba de R$ 500 para instalação.

Os estudantes que virão para o Brasil ainda não foram selecionados. O processo é dificultado pela falta de documentos e de comunicação no país, segundo Cláudia Martinez, responsável pelo programa na UFSCar.

Diário Oficial do Estado do RN publica nova lista de aposentadorias

Diário Oficial do Estado do RN publica nova lista de aposentadorias VEJA LISTA: Confira abaixo a lista de aposentadorias concedidas nesta sexta-feira (27). Outras informações estão publicadas no diário oficial.


ALDNEIA DA PENHA BEZERRA BEZERRIL, matrícula nº 42.866-3;
ANILDA MARIA FREIRE MACÊDO, matrícula nº 64.206-1;
ANTONIA AGOSTINHA CÂMARA, matrícula nº 59.153-0;
ANTONIA DA SILVA RAIMUNDO, matrícula nº 28.780-6;
ANTONIA MARIA DE SOUZA DANTAS, matrícula nº 81.291-9;
EDILMA MEDEIROS DOS SANTOS, matrícula nº 39.431-9;
EDIVAL MOREIRA CHACON, matrícula nº 64.770-5;
ELINETE MEDEIROS DA COSTA, matrícula nº 29.431-4;
FRANCISCA ADRIANO MACEDO BEZERRA, matrícula nº 64.149-9;
FRANCISCA ALDA DOS SANTOS, matrícula nº 38.002-4;
FRANCISCA JERUSA DE OLIVEIRA SILVA, matrícula nº 38.367-8;
FRANCISCA SOARES FERNANDES, matrícula nº 86.010-7;
FRANCISCO MORAIS, matrícula nº 60.115-2;
GASPARINA CARNEIRO DE OLIVEIRA, matrícula nº 64.127-8;
GIZELDA NOBRE VIANA, matrícula nº 78.518-0;
HELENA BEZERRA DE ARAÚJO, matrícula nº 42.794-2;
IRALDE MARIA BATISTA DE PAULA, matrícula nº 28.653-2;
IRENE PINHEIRO DE MEDEIROS, matrícula nº 68.857-6;
JOANA ARAÚJO DE MEDEIROS, matrícula nº 68.075-3;
JOÃO DECIO FREIRE MARTINS, matrícula nº 59.527-6;
JOÃO PAULINO FILHO, matrícula nº 59.199-8;
JOSÉ BESERRA NETO, matrícula nº 32.747-6;
JOSÉ IRANILSON RODRIGUES BEZERRA, matrícula nº 64.651-2;
JOSÉ IVO DOS SANTOS, matrícula nº 64.180-4;
LÁZARO DE OLIVEIRA PINTO, matrícula nº 59.526-8;
LÚCIA MARIA ALENCAR FREIRE, matrícula nº 63.991-5;
LUZINEIDE CARLOS FERREIRA, matrícula nº 82.663-4;
MARIA ALVES PESSOA, matrícula nº 64.204-5;
MARIA APARECIDA BEZERRA, matrícula nº 61.915-9
MARIA BERNADETE DIAS DE LIMA FREIRE, matrícula nº 39.518-8;
MARIA CARDOSO DA PAZ, matrícula nº 29.645-7;
MARIA DA GLORIA SILVA, matrícula nº 66.199-6;
MARIA DA PIEDADE MAIA NEGREIROS, matrícula nº 60.035-0;
MARIA DALVA VALE DA NÓBREGA COSTA, matrícula nº 70.537-3;
MARIA DAS GRAÇAS DANTAS, matrícula nº 78.584-9;
MARIA DE LOURDES COSTA, matrícula nº 27.357-0;
MARIA DE LOURDES OLIVEIRA DE SOUZA, matrícula nº 104.352-8;
MARIA DILMA FERREIRA DA SILVA, matrícula nº 60.877-7;
MARIA HELENA DOS SANTOS, matrícula nº 42.236-3;
MARIA JOSÉ MARQUES CAVALCANTE, matrícula nº 35.269-1;
MARIA LÚCIA DE SOUZA, matrícula nº 29.937-5;
MARIA ZÉLIA CAVALCANTE E SILVA, matrícula nº 48.081-9;
MARIA ZÉLIA DE OLIVEIRA, matrícula nº 41.415-8;
MELANIA DA SALETE DANTAS SALES, matrícula nº 37.715-5,
NILZETE MEDEIROS DE AZEVEDO, matrícula nº 86.664-4;
OLÍVIA FLORÊNCIO DE CARVALHO, matrícula nº 85.461-1;
OLIVIA MARIA ALVES DE MEDEIROS, matrícula nº 79.447-3;
ROSA MARIA DE SOUZA, matrícula nº 61.103-4,
SALVELINA LOPES DE ARAÚJO BARROS, matrícula nº 86.137-5;
SILVANIRA FRANCISCA DE ALMEIDA TAVARES, matrícula nº 39.233-2;
SULAMITA GURGEL DIOGENES, matrícula nº 66.032-9;
VALDECI TAVARES DE SOUZA, matrícula nº 117.653-6;
VALDETE FIGUEIREDO VARELA LEITE, matrícula nº 35.946-7;
ZILMA FERNANDES DE ARAÚJO, matrícula nº 70.536-5.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Sem habilidade com os números

Crianças e jovens com notas baixas em matemática e dificuldades persistentes, não se limitando a perder média em algumas provas, merecem atenção dos pais e alerta na escola. O problema pode não ser apenas o desafio em assimilar a matéria. Eles podem sofrer de discalculia, um transtorno crônico na aprendizagem da disciplina, que não pode ser atribuído à falta de interesse do aluno, a uma educação deficiente nem à escassez de estímulos. A doença ainda não foi completamente desvendada pelos cientistas, mas a estimativa é de que, por causa dela, 6% da população não tenha habilidade com os números. Crianças e jovens com notas baixas em matemática e dificuldades persistentes, não se limitando a perder média em algumas provas, merecem atenção dos pais e alerta na escola. O problema pode não ser apenas o desafio em assimilar a matéria. Eles podem sofrer de discalculia, um transtorno crônico na aprendizagem da disciplina, que não pode ser atribuído à falta de interesse do aluno, a uma educação deficiente nem à escassez de estímulos. A doença ainda não foi completamente desvendada pelos cientistas, mas a estimativa é de que, por causa dela, 6% da população não tenha habilidade com os números. Em Minas Gerais, um grupo de pesquisadores está colhendo mais informações e traçando um perfil de crianças e adolescentes portadoras da síndrome. O trabalho, iniciado em 2008, está sendo feito por profissionais do Laboratório de Neuro-psicologia do Desenvolvimento da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich), em parceria com o Laboratório de Genética Humana/Médica do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), com colaboração do Serviço Especial de Genética do Hospital das Clínicas, todos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e do Centro de Tratamento e Reabilitação de Fissuras Labiopalatais e Deformidades Craniofaciais (Centrare), da PUC Minas. No estudo, crianças de 7 a 14 anos de escolas públicas e particulares de Belo Horizonte e Mariana, na Região Central de Minas, são submetidas ao teste de desempenho escolar. Aquelas que obtêm resultado abaixo de 25% no subteste de matemática são convidadas para uma segunda etapa de avaliação, em que passam por entrevista clínica, testes psicológicos e de inteligência. Elas também têm o sangue coletado. Até agora, 1,4 mil voluntários já passaram pela triagem. Desses, mais de 200 foram examinados na segunda fase. Segundo o coordenador do Laboratório de Neuropsicologia, o médico Vitor Haase, a meta é que 500 crianças sejam submetidas aos testes psicológicos. Haase afirma que, além de médias insuficientes, uma defasagem de pelo menos dois anos no nível de desempenho em relação à série no qual o estudante se encontra é um forte indício do problema. “Nunca podemos falar em discalculia na 1ª ou 2ª série. é preciso fazer uma avaliação clínica e neuropsicológica”, diz. Também acende alerta a dificuldade para decorar a tabuada ou no conceito de números, como a noção de grandezas e quantidades. O coordenador ressalta que a causa não pode ser primariamente emocional, portanto, casos de dificuldade na aprendizagem que são consequência de ambiente familiar desajustado ou de conflitos, por exemplo, são descartados. O diagnóstico também não é usado em pacientes com retardo mental. Segundo o médico, uma situação recorrente nos pacientes é a síndrome do transtorno não verbal de aprendizagem. Estão nesse perfil crianças que têm uma inteligência normal, geralmente não muito alta, e que, no início da vida, têm um atraso de desenvolvimento: demoram a firmar a cabeça, a se sentar, a caminhar e a falar, o que é superado posteriormente. “Muitas vezes, a família pensa que o menino tem deficiência mental, mas não é o caso”, diz. Na idade pré-escolar, falam bem e começam a apresentar um comportamento de agitação. Normalmente, são diagnosticados como hiperativos, o que persiste até a idade escolar. Na fase de alfabetização, podem ter um pouco de dificuldade também. Haase relata que é na fase inicial do currículo escolar que os problemas se agravam, principalmente na matemática, devido a outros comportamentos que se tornam mais evidentes. As crianças têm bom vocabulário, não trocam os sons quando falam, mas têm dificuldade com interpretação de textos, com desenhos, coordenação motora e espacial e, principalmente, um perfil bastante característico na interação social. “São amistosas, mas um pouco ingênuas, pouco perspicazes e com problemas para entender o que é adequado ou não numa determinada situação. Não têm noção da maldade das pessoas também. São indivíduos pouco intuitivos e aprendem pouco pela experiência. Esses meninos não se entrosam muito em grupos e são mais tímidos. Esses são aqueles com as formas mais puras e mais graves da discalculia”, relata. O transtorno não verbal ocorre em 1% da população em idade escolar e, dos que se consultam na UFMG, 10% são portadores. GENéTICA Uma terceira etapa da pesquisa será feita pela equipe do laboratório de genética humana do ICB, que examinará parte do genoma dos voluntários. Na conclusão dos trabalhos, os dois resultados serão comparados. Os pesquisadores já sabem que as causas da discalculia são de ordem genética, mas ainda é preciso identificar as áreas do genoma associadas ao transtorno. A universidade disponibiliza o diagnóstico para pessoas com dificuldade em matemática no serviço de psicologia aplicada. Os interessados devem entrar numa lista de espera. O telefone para marcação de consulta é o (31) 3409-5070 ou 6295. 

Fonte:
Estado de Minas