quarta-feira, 16 de junho de 2010

Bebês também aprendem quando estão dormindo

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Apesar de os bebês ficarem acordados apenas algumas horas por dia, o cérebro deles continua trabalhando. Pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, dizem que o cérebro se ajusta e se adapta o tempo todo ao mundo físico, apesar de parecer que eles estão cochilando.
Testes realizados com bebês de um e dois anos mostraram que a capacidade de eles serem “esponjas de dados” – absorvendo informações sobre o mundo em volta deles – não para nunca. Para chegar a esse resultado, os pesquisadores analisaram 26 recém-nascidos em um experimento simples. Os técnicos tocavam um som para os bebês e depois colocavam um "sopro de ar" nas pálpebras deles. Depois de 20 minutos, 24 das crianças tinham aprendido a se antecipar ao jato, "apertando os olhos" com força. Também foram detectadas alterações na atividade cerebral dos bebês.
Dana Byrd, uma das autoras do estudo, disse ao jornal britânico Daily Mail que os pesquisadores detectaram uma forma básica de aprendizado nos recém-nascidos.

– Eles são melhores aprendizes, melhores "esponjas de dados" do que nós sabíamos. Apesar de estudos anteriores indicarem que esse tipo de aprendizado acontece apenas em crianças que estão acordadas, essa é a primeira pesquisa a documentar que o fenômeno acontece no estado mais frequente dos bebês, dormindo.


Fonte:
R7

Pesquisa diz que 25% dos professores da rede privada sofrem bullying


Um em cada quatro professores da rede particular de ensino já sofreu ou sofre com ameaças e humilhações de alunos. É o que aponta uma pesquisa feita no Rio Grande do Sul. A maioria das agressões acontece pela internet, no chamado cyberbullying. Há docentes que não suportam e acabam desistindo até mesmo da profissão. Além de vivenciar esse drama fora da sala de aula, muitos professores não sabem como lidar com os casos. Ao relatar à direção das instituições de ensino os abusos de alunos, muitos temem perder o emprego, já que o ensino privado depende dos estudantes, cada vez mais tratados como clientes.


 Fonte:
R7

Bebê já faz “cálculos” antes mesmo de falar

Getty Images
    Os bebês entendem conceitos como “mais do que” e “menos do que” e podem organizar informações, como números, espaço e tempo bem mais cedo e de formas mais complexas do que se imaginava até agora.

    Para Stella Lourenço, professora de psicologia da Universidade Emory, nos Estados Unidos, e coautora da pesquisa, "o extraordinário é que eles só precisam ter uma experiência com qualquer um desses conceitos de quantidade para imaginar como são as outras [quantidades]”.

    Stella colaborou com o neurocientista Matthew Longo, da Universidade College London no estudo, que será publicado na próxima edição da revista Ciência Psicológica.

    A cientista focou a pesquisa no desenvolvimento da percepção espacial e em como ela se relaciona com outras dimensões cognitivas, como o processamento numérico e a percepção do tempo.

    - Nossa descoberta sugere que o ser humano usa informações sobre quantidade para organizar sua experiência no mundo desde os primeiros meses de vida e que a quantidade parece ser uma ferramenta poderosa para fazer previsões sobre como os objetos deveriam se comportar.
    Stella explica que “é como se tivéssemos uma régua em nossas cabeças”. A equipe da pesquisadora criou um estudo que mostrava grupos de objetos em uma tela de computador para bebês de nove meses de idade. Como os nenês gostam de olhar para coisas novas, os pesquisadores queriam medir quanto tempo eles ficavam olhando para elas para entender como processam as informações.

    Quando os bebês viam imagens de objetos maiores (pretos com listras) e objetos menores (brancos com pontos), se os mais numerosos eram brancos com pontos, os bebês ficavam olhando fixamente para a imagem mais tempo do que quando eram pretos com listras.

    Segundo Stella, quando os bebês olham por mais tempopara um objeto isso significa que estão surpresos pela falta de congruência e parecem esperar que essas diferentes dimensões se relacionem no mundo. As descobertas sugerem que o ser humano pode nascer com um sistema generalizado de quantidades.

    Stella conta que “embora não nasçamos com esse sistema, parece que ele se desenvolve muito rápido”. A pesquisadora acrescenta que “é impressionante como usamos as informações de quantidade para que o mundo faça sentido”.
    Fonte:
    R7

    segunda-feira, 14 de junho de 2010

    Apenas uma em cada cinco crianças de até 3 anos tem acesso a creches no Brasil

    Daia Oliver/R7

    Segundo a secretária nacional de educação básica, Maria do Pilar Lacerda, PAC 2 vai beneficiar a construção de creches no país
     Apenas uma em cada cinco crianças de 0 a 3 anos tem acesso a creches no país, segundo mostra a pesquisa de Educação Infantil no Brasil: avaliação qualitativa e quantitativa, divulgada nesta segunda-feira (14). O estudo foi realizado pelo MEC (Ministério da Educação) em parceria com BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

    Esse índice já foi pior – em 2003, a educação infantil para essa faixa etária girava em 9%. Entre as crianças entre 4 e 5 anos, o acesso à educação está em 80% e o objetivo é universalizar o ensino até 2016. Segundo a secretária nacional de educação básica, Maria do Pilar Lacerda, a educação infantil ainda está sendo consolidada no Brasil.

    Maria do Pilar já foi presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes da Educação) – órgão que representa as 5.563 secretarias municipais de educação em negociações com o MEC – e conta que em 2005, a entidade pedia R$ 100 milhões ao ministério para conseguir creches. Cinco anos depois, o MEC já desembolsou R$ 1,8 bilhão para a construção desse tipo de escola, “sem contar a verba para merenda e professores”, ressalta ela.
      
    A secretária admite que o valor ainda é baixo, mas afirma que agora o governo tem um plano para a área.

    - Antes, os professores eram profissionais que não tinham terminado nem o ensino fundamental. Agora, até o fim de 2011, já teremos formado 23.100 docentes com formação de nível médio modalidade normal, o antigo magistério. Eles já estão em treinamento.

    A maior dificuldade para acelerar a construção de creches é o alvará de terrenos, é muito difícil conseguir a área para suprir a carência dessas escolas. O governo não consegue documentos comprovando que os espações são públicos, principalmente nas regiões urbanas. E isso exige uma burocracia legal que pode demorar mais de um ano.

    Maria do Pilar diz que a legislação do PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento 2) vai flexibilizar a exigência. Uma das soluções encontradas é verticalizar as escolas, fazendo prédios de dois ou três andares, no lugar de construir uma creche em formato horizontal (térrea). Por isso, a mudança dos planos do MEC para o projeto arquitetônico das creches ser vertical a partir de agora.
    Fonte:
    R7