quinta-feira, 15 de abril de 2010

ESTUDANTES COMEÇAM A RECEBER LAPTOPS

Foto: Fabiana Carvalho

Começa nesta quinta-feira, 15, a distribuição do primeiro lote dos laptops educacionais do programa Um Computador por Aluno (UCA). Na primeira etapa serão distribuídas 33.765 máquinas para 85 escolas em 10 estados. Até o final do ano, o Ministério da Educação entregará 150 mil computadores portáteis para alunos de 300 escolas da rede pública de ensino.

A distribuição começa por Tiradentes (MG), um dos cinco municípios nos quais todas as escolas receberão o computador portátil. Serão beneficiadas seis escolas municipais e uma estadual que totalizam 1.172 alunos.

No município de Trindade a Escola Municipal Marília de Dirceu será uma das beneficiadas. Os computadores serão entregues para 240 alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. A diretora Ana Cristina da Costa conta que os alunos estão empolgados com a novidade na sala de aula. “Nós acreditamos que vá melhorar muito o aprendizado, pois trazer a modernidade para dentro da sala de aula é um incentivo”.

A coordenadora pedagógica da escola, Flávia Aparecida Trindade, disse que os laptops serão uma ferramenta auxiliar para professores das diversas disciplinas. “É uma oportunidade que poucas pessoas têm e aqui, todos nossos alunos terão. O professor terá liberdade no planejamento de suas aulas com os computadores para explorar jogos educativos, softwares e realizar pesquisas com os estudantes”.

O prazo para a entrega do primeiro lote é o dia 13 de maio. Os equipamentos têm garantia de um ano. Cada laptop possui sistema de segurança. Caso fique muito tempo fora da escola, ele é desativado e só pode ser reativado se retornar à instituição. A forma como os alunos utilizarão os computadores portáteis será de acordo com o projeto pedagógico de cada escola.

O laptop educacional possui capacidade de armazenamento de 4 gigabytes, 512 megabytes de memória, tela de cristal líquido de sete polegadas, bateria com autonomia mínima de três horas e peso de 1,5 kg, além de ser equipado para rede sem fio para conexão de internet. O custo por equipamento é de R$ 550,00. O investimento total foi de R$ 82 milhões.

As escolas foram escolhidas pelas secretarias estaduais de educação e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O período de testes foi desenvolvido em cinco escolas nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de São Paulo, Tocantins e no Distrito Federal.

Assessoria de Imprensa Seed/MEC

segunda-feira, 12 de abril de 2010

LONGE DA EXCELÊNCIA

Longe da excelência

Dados do Ministério da Educação indicam que o Brasil avançou em ritmo lento em sala de aula - e a qualidade do ensino é ainda uma meta distante


Foto: Stock
Sala de aula

Apenas 14% dos jovens entre 18 e 24 anos (idade ideal para o Ensino Superior) está na universidade

Um novo conjunto de dados sobre a educação brasileira traz à luz um fato incômodo: na última década, os avanços em sala de aula foram bem mais lentos do que o esperado - e o necessário. Os números, reunidos na versão preliminar de um relatório do Ministério da Educação (MEC), revelam que o Brasil deixou de atingir as metas mais básicas rumo à excelência acadêmica. Elas compõem o Plano Nacional de Educação, documento formulado dez anos atrás, durante o governo Fernando Henrique, que, pela primeira vez, definiu objetivos concretos para a educação pública do país, justamente até 2010. Fica bem claro ali que o Brasil patinou no enfrentamento de questões cruciais, tais como os elevadíssimos índices de repetência, indicador-mor da incompetência da própria escola. A meta para este ano era chegar a 10%, índice ainda alto - mas a repetência estacionou em 13%, como em alguns dos países africanos. Outro dado que ajuda a traduzir a ineficácia do ensino é a evasão escolar. Nesse caso, pasme-se, o Brasil até piorou. De 2006 a 2008, o porcentual de estudantes que abandonaram a sala de aula pulou de 10% para 11% - quando o objetivo era baixar a taxa, nesse mesmo período, para 9%. Alerta a especialista Maria Helena Guimarães: "Essas são questões que os países mais ricos já equacionaram, com eficácia, mais de um século atrás".

Ainda que a tendência geral seja de melhora do ensino, a persistência da má qualidade nas escolas brasileiras faz refletir sobre a necessidade de acelerar o passo. Sabe-se que as deficiências no nível básico repercutem, de forma decisiva, nos indicadores de acesso à universidade - um dado que merece atenção por sinalizar as chances de um país competir globalmente. O Brasil conta hoje com apenas 14% dos jovens em idade considerada ideal (entre 18 e 24 anos) na universidade. É um número mínimo na comparação até com países da América Latina, como o Chile, onde a taxa já está em 21% - e também frustrante diante da meta do presente plano de educação, que previa, a esta altura, pelo menos 30% dos jovens brasileiros no ensino superior. O atraso do país ainda se reflete no medidor do analfabetismo: a taxa é de 10%, quando deveria ter caído para 4%. Ao escancarar esse e outros nós, o atual documento do MEC tem o mérito de traçar um diagnóstico preciso, iluminar as várias lacunas e reforçar a ideia de que, com o acesso já garantido à sala de aula, é premente investir com mais vigor na tão almejada excelência acadêmica.

Fonte: 
Educar para Crescer 

PROGRAMA ENSINA ESTUDANTE A USAR TECNOLOGIA DURANTE A AULA



As tecnologias da informação e da comunicação (TICs) estão cada vez mais presentes na sala de aula. Pensando nisso, o Ministério da Educação criou o Aluno Integrado, programa que proporciona formação em TICs para estudantes da rede pública de ensino brasileiro. Com o programa, os alunos se tornam parceiros do professor e da escola, auxiliando tanto nas aulas, como no cuidado com os equipamentos dos laboratórios.

O Aluno Integrado é parte do Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional (Proinfo Integrado), que envolve a distribuição de laboratórios, a capacitação de professores para o uso das TICs nas escolas e oferta de conteúdos educacionais. Em 2009, foi realizado um projeto piloto com a participação de 2.700 alunos indicados pelos coordenadores do Proinfo Integrado e pela União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) em todos os estados.

Segundo Demerval Bruzzi, diretor de produção de conteúdo e formação da Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC, a iniciativa funciona como uma estratégia para reduzir a evasão escolar, pois aumenta a autoestima do aluno, a interação com o professor e ainda dá oportunidade para ingressar no mercado de trabalho.

O estudante Jackson Bruno dos Santos, do município de Esplanada (BA), também acredita nisso. Ele participou do piloto do Aluno Integrado. “Tudo o que aprendi nesse curso vou levar para a sala de aula e para a vida. No curso, aprendemos que a sociedade vive em rede e o computador já está em muitos lares. É importante ter esse conhecimento”, diz.

O curso é oferecido para alunos a partir do nono ano, com carga horária de 180 horas (cinco meses), dividido em quatro módulos. Por meio de uma plataforma desenvolvida especialmente para o aprendizado de informática a distância, os jovens aprendem sobre educação a distância, história da informática. Os participantes também têm aulas de hardware (equipamentos), manutenção de computadores e sistemas operacionais.

O conteúdo utilizado nos cursos foi elaborado por estudantes de instituições de ensino superior parceiras do programa, como a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com material fornecido por algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo. O MEC já recebeu 75 mil pedidos de vagas para este ano.

Para participar, os interessados devem procurar o representante da Undime local ou o coordenador do Proinfo Integrado nas secretarias de educação estaduais ou municipais. O aluno também pode enviar uma mensagem Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. eletrônica.


Fonte:
MEC

sábado, 3 de abril de 2010

BRASIL TEM OS MEDICAMENTOS MAIS CAROS DO MUNDO

Comprar remédios tornou-se um tormento. Não sem motivo. Os preços desses produtos no Brasil estão entre os mais altos do mundo. Em uma comparação com nove nações feita pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), o país ficou atrás somente dos Estados Unidos, onde quase 70% de todos os medicamentos com patente são mais caros do que no restante do planeta. A situação só não está pior por aqui graças à entrada dos genéricos no mercado. Não fossem esse produtos, os valores por aqui seriam semelhantes aos arcados pelos norte-americanos.


Quase 70% dos produtos de uso farmacêutico com patente superam os preços de todo o planeta Foto: Carlos Moura/CB/D.A Press
Entre os países pesquisados, os remédios mais baratos são comercializados na Austrália. Lá, o remédio Pegasys, para combater a hepatite C, doença que aflige 3 milhões de brasileiros, custa R$ 526,21. No Brasil, o produto, 115,7% mais caro, é encontrado por R$1.135,40. Até mesmo medicamentos mais simples, como a pomada Elocom, para doenças inflamatórias na pele, estão pela hora da morte por aqui.

Enquanto na Espanha custa R$ 7,58, no mercado brasileiro é vendido a R$ 18,45 - umadiferença de 143,4%.

O Brasil só não ocupa o posto de país com os remédios mais caros da lista da Anvisa porque, além dos genéricos, uma resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definiu, em 2004, diretrizes para o cálculo de preços e colaborou para a redução dos custos.

Até aquele ano, apenas 12,7% dos remédios com patente (direito de controle sobre as fórmulas) ofertados no país tinham preços menores que em outras nações. Hoje, esse volume subiu para 51,5%. "A resolução nos obriga a ter preços mais baixos do que nos demais países pesquisados.

A tendência, quando se tem o produto genérico, é ir baixando preço. Até mesmo os que ainda têm patentes precisam reduzir os valores para não perder mercado", explicou o chefe de Regulação Econômica da Anvisa, Pedro Bernardo.

Fonte:
Diário de Natal

VAGAS EM UNIVERSIDADES PARA ESCOLAS PÚBLICAS


A Conferência Nacional de Educação (Conae), terminou nesta quinta-feira, 1º. Entre as propostas aprovadas
está a reserva de 50% das vagas nas universidades públicas para alunos egressos de escolas públicas, sendo respeitada a proporção de negros e indígenas em cada ente federado, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Também foi sugerida a destinação de 50% dos recursos obtidos a partir da extração do petróleo da camada pré-sal para a educação. Destes, 30% ficariam com a União para investimento em educação profissional e superior e 70%, com estados e municípios para aplicação na educação básica.

Outra questão aprovada entre os participantes da conferência foi a eleição de diretores de escolas. Os delegados concordaram ainda com a consolidação de uma política de educação de jovens e adultos voltada para a formação integral do indivíduo, que possa alcançar, inclusive, os que se encontram em situação de privação de liberdade.

O documento completo, com todas as deliberações, estará disponível até o final do mês na página eletrônica da conferência e será encaminhado a todos os delegados por correio eletrônico.

As propostas foram votadas em seis reuniões de eixos temáticos, na terça e na quarta-feira, e na plenária geral, nesta quinta. O texto aprovado nesta plenária servirá como base para a elaboração de políticas educacionais, especialmente do Plano Nacional de Educação (PNE).

O documento começou a ser construído nos debates realizados em 27 conferências estaduais e 1,5 mil municipais, no ano passado. Na Conae, os 2,5 mil delegados de todo o país foram responsáveis por propor e aprovar modificações ao texto.

Eixos – Os assuntos debatidos na Conae foram divididos em seis grandes grupos. O eixo 1 tratou de questões ligadas ao papel do estado na garantia do direito à educação de qualidade: organização e regulação da educação nacional. O eixo 2 debateu a qualidade da educação, gestão democrática e avaliação; o 3, democratização do acesso, permanência e sucesso escolar. A formação e valorização dos profissionais da educação foi tema do eixo 4. Os eixos 5 e 6 se referiram, respectivamente, ao financiamento da educação e controle social e à justiça social, educação e trabalho: inclusão, diversidade e igualdade.

Fonte:
MEC